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29 de novembro de 2011

'Patafísica, poloneses e escândalos...

Hoje andei lendo sobre a 'patafísica, que imediatamente transformou-se em minha ciência preferida, isso porque apenas por meio dela é que determinadas situações absurdas e assustadoras podem ser explicadas, principalmente com relação aos acontecimentos no nosso Brasil "ex-colônia".

Criada pelo dramaturgo francês Alfred Jarry, tem origem no grego e significa algo como "o que está acima (do que está além) da física", remetendo um pouco à metafísica ("depois da física"), e é a ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções.

O Ubu Rei, personagem conhecido de Jarry, afirmou categoricamente que se não existisse a Polônia, não existiriam os poloneses. Isso é simplesmente brilhante! No Brasil podemos readaptar o cenário, podemos dizer que não houvessem políticos corruptos não haveriam escândalos. Mas esse é um sonho distante.

Todos os dias os jornais noticiam novos escândalos, em todas as esferas do poder público, de todas as agremiações partidárias, o rastro sujo se escorre por todo e qualquer espaço por onde possa passar pelo menos um centavo de dinheiro público. E a população pouco, ou nada, se preocupa. Estão muito mais interessados nas barganhas que pedirão ou receberão em pouco menos de um ano.

Aquele que é investido, pelo povo, para defender os interesses da sociedade, bem como seus auxiliares, diretos ou não, deveria no mínimo ter o dever de probidade, isso na teoria. A prática é completamente outra, e sem saber os nossos queridos políticos acabam aplicando a ciência criada por Alfred Jarry, criam leis para regular a exceção, criam leis para atender única e exclusivamente os próprios interesses.

"Se não existisse a Polônia, não existiriam os poloneses". Ah, se não existisse o Congresso, só pra começar...


Abraço. Boa leitura.

14 de junho de 2011

Quem Vigia os Vigilantes?

Quando todos as deliberações são exauridas, todas as possibilidades de defender uma tese se encerram, quando não existe mais uma instância superior, a quem nós podemos recorrer? O poeta romano Juvenal, pergunta: "Quis custodiet ipsos custodes?" E o os senhores o que me dizem, quem vigia os vigilantes?

A primeira vez que li essa frase, em meados de 2007, foi num quadrinho - diga-se de passagem fantástico e altamente recomendável: Watchmen, de Alan Moore - e não li a sua versão em latim, mas em bom português mesmo, e depois fiquei curioso e tentei no Google, pra ver quem era o autor, foi quando descobri o original em latim. Mais deixemos de lado essa parte...

Ao que interessa, e desperta curiosidade, desde a primeira vez que vi essa frase até começar a escrever esse texto, por incontáveis vezes tenho me feito essa pergunta e de uma forma tão aleatória que por vezes sequer tento encontrar uma resposta. Mas noutro dia, numa dessas mesas de bar da vida, eu respondi sem me dar conta.

Transcrevo, preservando o nome dos presentes:

"- A decisão do STF [sobre Battisti] foi ridícula! - esbravejei.

- Mas, meu amigo, se não podemos acreditar no STF, em quem devemos acreditar?

- Eu acredito ali [falei apontado na direção da universidade], acredito nas cadeiras das universidades."


De imediato alguém me chamou atenção para o que eu acabara de dizer, e eu repeti o que acredito plenamente e mantenho. Mas isso não responde a pergunta inicial, não é mesmo?

Errado!

Responde, sim, e muito bem, diga-se de passagem. É o debate suscitado nas universidades de qualquer natureza, e não só as de Direito. É a renovação promovida pelo novo. É o idealismo latente nos jovens. Mas é aí, justamente no idealismo que nossa juventude é pobre, o sonho da maioria é um carro importado, um apartamento de luxo e uma conta bancária gorda.

Os vigilantes, sejam eles quem forem, só são fortes porque assim os tornamos, porque nós os colocamos num lugar superior e se preciso for os faremos descer e aprender de novo. É uma pena que a maioria dos jovens sejam babacas - inclusive eu por perder meu tempo escrevendo asneiras.

"Enquanto isso nas enfermarias todos os doentes estão cantando sucessos populares..."


Abraço. Boa leitura.

12 de janeiro de 2011

"Boa" Idéia

"Por trás dessa máscara há mais do que carne e sangue. Por trás dessa máscara está uma idéia, e idéias são à prova de balas".

É o que diz o personagem principal, V, do filme "V for Vendetta". E é apenas uma pequena demonstração da intangibilidade e da força que uma idéia pode ter. Mas vou falar de uma idéia em particular hoje: perder. Perder??? É, isso mesmo perder. Uma idéia intimamente ligada à idéia de vencer. Ninguém tem a idéia "brilhante" de perder, óbivo. Mas quando pensamos em vencer algo, em ter sucesso em alguma coisa, sempre nos passa pela cabeça o inverso. Não é mesmo?

Se pararmos pra pensar um pouco o revés sempre passa por no nossa cabeça, seja quando nosso time de futebol vai enfrentar um adversário difícil, seja quando vamos à uma entrevista de emprego bastante concorrida, seja quando vamos fazer um concurso difícil ou um vestibular concorrido. Muito embora tenhamos em todas essas situações a imensa vontade de sobressair-nos, pensamos muitas vezes mais na possibilidade inversa.

E por falar em emprego, concurso, vestibular. Recentemente tive a satisfação de ter muitos colegas aprovados no vestibular, e aqui registro minhas congratulações a todos. E tenho certeza que todos podem atestar o que eu falei antes sobre pensar em perder, mesmo quem estava em segundo lugar e no fim pensou em primeiro, ainda tinha dúvidas se realmente ia passar. Porque o vestibular é uma caixinha de surpresas.

Vejam se não, o primeiro colocado no curso mais difícil de se passar - Medicina - havia sido apenas o 388º colocado na primeira fase, enquanto o primeiro colocado não foi sequer aprovado, ficando em 150º. E então, o que dizer dessa caixinha de surpresas chamada vestibular?

Aos amigos que não passaram posso dizer que não desanimem, vestibular, assim como o carnaval, tem todo ano. Termino com um trecho extraído do Diário de Roscharch, um anti-herói dos quadrinhos que enfrentava mesmo as situações em que a derrota era certa. "Jamais se desesperar. Jamais se render".


Abraço. Boa leitura.

9 de novembro de 2010

Nossas Lutas e Nossas Crenças

Não me recordo se já havia postado esse texto antes, mas enfim, estou com vontade de postá-lo agora, mesmo que o tenha escrito há mais de 3 anos - puxa! como o tempo passa rápido.

***

Às vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer.

Como eu disse às vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer, mesmo sabendo que não podemos vencê-las, nós lutamos até o fim. Toda essa porcaria não é por um motivo banal ou por uma questão de respeito. Lutamos porque é aquilo que queremos. Exatamente isso, não é por um motivo banal nem por questão de respeito alguma. Simplesmente por ser o que queremos, por uma questão de honra. Por querermos mostrar que somos capazes ir até o fim por aquilo que queremos.

Em outros tempos muitos homens morreram por isso, por honra. Fizeram o que tinha que ser feito, pois acreditavam que era assim que as coisas deviam acontecer. Lutaram até o fim em batalhas perdidas antes mesmo de começar e fizeram isso por honra, e não por capricho. Eles lutaram até o fim por que quiseram e porque acreditavam nisso.

Mas hoje em dia as pessoas não pensam mais assim. Hoje em dia ninguém mais valoriza a honra o maior dentre todos os valores humanos. Ganância, cobiça, tão negra a cobiça do homem, a busca pelo poder, isso é tudo que importa para todos, inclusive para mim. O poder, o controle das coisas, desde tempos imemoriais sempre foi o que o homem quis para si. Mesmo que por muito tempo ele tenha se apegado a outros valores. E é essa busca pelo poder que, cada vez mais, está presente no nosso dia-a-dia. Seria isso uma busca ou uma doença?

Estou escrevendo toda essa bobagem não para você que está lendo, eu não dou a mínima para o fato de se você vai ler ou o que vai pensar quando ler, pouco me importa. Estou escrevendo para mim. Mas não espero que isso mude nada. Estou escrevendo, pois a única forma de fazermos com que aquilo que escrevemos leve alguém que lê a acreditar ou, mesmo sem acreditar, pelo menos considere o que está escrito, não é escrevendo para os outros e sim escrevendo para si mesmo e acreditando no que está escrito. Mas como eu disse: eu não acredito.

Isso é tudo que eu tenho para dizer. E você deve estar achando que eu sou um idiota, quem sabe eu seja. Toda essa bobagem é para, quem sabe, se um dia eu acreditar em mim mesmo, acreditar no que eu escrevi. E quem sabe nesse momento outras pessoas também acreditem. Se esse dia vai chegar eu não sei, quem sabe em outra vida ou quando for tarde demais. Quem sabe... ninguém sabe... em lugar nenhum... em tempo algum... pouco importa.


Abraço. Boa leitura.

18 de maio de 2010

À Procura da Felicidade

Nos dias atuais boa parte das pessoas, usualmente, adotam a riqueza como um fator essencial para sermos felizes, e mal sabem essas pessoas que séculos antes de Cristo, na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles defendia que a felicidade - que ele chamou de "sumo bem" - dependia, e se assemelhava, muito mais da virtude - da ética - que da própria riqueza.

Não é possível negar que nos dias atuais, a riqueza seja, sim, um instrumento capaz de nos trazer os mais variados prazeres - e a falta dela os mais diversos sofrimentos. Todavia, tratar a riqueza como fonte única e inesgotável de prazer e felicidade, pensando como Aristóteles, seria no mínimo irresponsável. Tomando como exemplo a recente tragédia carioca, onde a chuva destruiu casas e muitas pessoas seguem desaparecidas, o sofrimento dos que perderam nada tem haver com a falta de riqueza, e asseguro que para quem tem um ente querido desaparecido, encontrá-lo seria muito mais prazeroso que ganhar na loteria.

Dona Olinda, possivelmente pobre, procura o marido Tião, mulato, pobre e feio, que com muito suor de pedreiro conseguiu erguer uma casinha no Morro do Bumba, a chuva levou a casa. Agora será possível imaginar a alegria do casal se ele estiver vivo e eles se reencontrarem? Pois é, a felicidade, aquela de Aristóteles, que talvez nem exista de fato, pode estar muito distante dos carros importados, das belas modelos em roupas de grife e de vultuosas quantias em dinheiro.


Abraço. Boa leitura.

11 de maio de 2010

O Dunga e Sua Coerência

O Dunga entende de futebol, mas daí chamá-lo de técnico, ainda mais da Seleção Brasileira, é um abismo gigantesco. Mas a verdade, e todos temos que reconhecer gostando ou não, é que estatisticamente a "era Dunga", no combinado nacional é quase impecável.

São dois títulos (Copa América e Copa das Confederações), classificou-se em primeiro lugar nas eliminatórias sulamericanas e não foi mal nos chamados "jogos difíceis".

A torcida mais chata do Brasil vai dizer que o Dunga foi ingrato em não levar o Adriano, afinal ele foi decisivo várias vezes com a amarelinha durante a "era Dunga". Mas reconheçam que o Adriano está fora de forma. A mesma coisa vale pra Ronaldinho Gaúcho.

Neymar e Ganso - parece até nome de dupla sertaneja - são dois garotos ainda, e não faria bem pra eles ir pra Copa. Por um motivo simples, na África, ou talvez apenas na volta ao Brasil, ganhando se sentiriam deuses do futebol e perdendo seriam, junto com Dunga, os "culpados" pela não vinda do Hexa.

Não vi ninguém falando, mas acho que o Dunga deveria ter levado o Roberto Carlos. Que vem jogando muito. O Dunga também deveria ter levado aquele maluco que tem trinta e tantos anos, já fez oito cirurgias e sente dores no corpo todo. Acho que o Romário merecia uma nova chance também. E quem sabe Zico, e Pelé!

E sabem, eu estou morrendo de preocupação com o Brasil na Copa do Mundo. Meu palpite é que a Copa pode até vir pras Américas, mas acho difícil que ela venha em um voo verde-amarelo.

Boa sorte ao Dunga e sua "coerência", é a máximo que vou torcer pelo Brasil esse ano.


Abraço. Boa leitura.

3 de maio de 2010

Por Onde Andam Minhas Idéias?

Tenho lido tanta bobagem, tanta coisa irrelevante, que acho que estou emburrecendo, estou perdendo o jeito de escrever. Ultimamente só tenho falado de 'amor', de sentimentos - não que tenha feito isso por obrigação, é uma opção, até porque me sinto à vontade falando sobre isso.

Mas sinto certa falta das tiradas de onda, das lições de moral e dos raros tapas na cara que muitas vezes eram direcionados para mim mesmo inclusive. Mas enquanto as coisas não mudam, vou tentar voltar a ler coisas produtivas, ao invés das besteiras que ando lendo.

Nunca pensei que fosse, mas começo a achar que a estupidez é contagiosa.

Abraço. Boa leitura.


P.S.: Espero que tenham gostado do novo visual do blog.

6 de março de 2010

Prego Batido, Ponta Virada!

Os seres humanos são realmente criaturas intrigantes. Dia após dia sustentam "convicções" e, repentinamente, as jogam pela janela do último andar, muitas vezes em um processo de auto-flagelação. Frequentemente leio uma frase que me inspira e ao mesmo tempo não me comove. "Acreditar em algo, e não o viver é desonesto", é um pensamento de Gandhi.

Eu diria que todos os dias todas as pessoas do mundo fazem justamente o contrário do que Gandhi sugere, sem exceções. As pessoas preferem alimentar-se de ilusões, devaneios e impossibilidades. Preferem pontuar com reticências o que muitas vezes nem precisa começar para merecer um ponto final.

E o que falo parece contraditório, é verdade. E faço isso de propósito. É o que todos fazem!

Eu quero comer salgado, mas peço bolo. Eu quero beber suco, mas peço água. Eu acredito em Papai Noel, mas não escrevo carta pedindo presente.


Abraço. Boa leitura.

19 de setembro de 2009

Segredos Íntimos

Alexandre Dumas em sua obra brilhante, O Conde de Monte Cristo, encerra-a com uma máxima fantástica: "O segredo é ter fé e esperar", e assim ele suscinta e mistifica muitas coisas de nossas vidas. O mais duro coração de pedra pode ser tocado pela simplicidade de um sorriso verdadeiro, não há mal absoluto, e nem bem perfeito. Por trás de todas as máscaras que usamos escondem-se segredos íntimos que certamente são os segredos reais, que talvez nunca revelemos para ninguém, ou no máximo para uma única alma.

São esses segredos, assustadores por vezes, que nós devemos saber que podem nos levar a caminhos sinuosos, trilhas perigosas. E é por isso que precisamos ter cuidado, eles podem nos destruir, ou podem nos tornar mais fortes. Podem nos deixar cicatrizes mortais, ou podem nos transformar em seres cheios de beleza. Tudo depende da hora da nossa escolha.

E qual a hora da escolha?

Não adianta escolher quando estamos no meio do caminho sem bifurcações, ou quando estamos num beco sem saída. A hora certa, ninguém sabe ao certo, mas precisamos não deixar que seja tarde demais. É melancólico acreditar que a hora de parar é também a hora de começar, de iniciar uma nova era, deixando para trás coisas que outrora achamos que fossem eternas.

A eternidade, que eu prefiro encarar como atemporalidade, é algo tão distante, tão abstrato que sequer é possível mensurar, é como o infinito. Mas é maior que a infinidade, porque sabemos que algo infinito é algo muito grande, incomensurável, porém não podemos precisar o tamanho da eternidade, o tamanho do tempo.

Mas voltando aos segredos mais íntimos, e mais sombrios, que guardamos dentro de nós com
tanto medo, com tanto cuidado. Seria impossível não tê-los, seria como ler uma poesia que não tem entrelinhas, como olhar um céu que não tem estrelas pequenas que quase não vemos, seria como apaixonar-se por um amigo imaginário que não existe.

Precisamos conviver com nossos segredos, precisamos saber quando eles devem ser mantidos, e quando devem ser confiados, e muitas vezes vamos errar na hora de fazermos essas escolhas, mas o que vai fazer diferença é quando deixarmos de guardar esses segredos sombrios de nós mesmos e passarmos a encará-los como algo que faz parte de nós, aí é a hora da escolha: ir adiante ou deixar pra trás?


Abraço. Boa leitura.



Espero profundamente que a revisora dê as caras.
Falador, eu passei por aqui! Texto revisado... e muito bom! me trouxe lembranças de umas conversas perdidas...

31 de janeiro de 2009

Fogos de Artifício

Sentimentos são como fogos de artifício. Alguns são muito belos, coloridos e brilhantes, enquanto outros podem queimar. Permanecem lá, esperando que alguém venha acendê-los, para depois explodir e iluminar o céu, ou para brilhar e machucar em seguida, ou só machucar. Depois da grande explosão, depois de aquecer alguns corações ele some, porém, pode permanecer para sempre em nossa memória e iluminar nosso céu a cada dia que lembramos deste, a cada dia que precisarmos. Ele pode também permanecer em nossa lembrança através da dor, como um machucado que custa a ser curado. No fim, surgirão outros, e outras pessoas para acendê-los, mas, para sempre lembraremos dos mais belos e felizes.

Esse texto não é meu, nem da minha companheira de blog. Mas é de alguém muito especial e eu achei de valia colocá-lo aqui. Eu gosto dele, é bonito, é sincero, é real, pelo menos um pouco.

Abraço. Boa leitura.

24 de janeiro de 2009

Sobre o escrever...

Então, agora tenho a dificil missão de assumir este blog. Dificil missão mesmo, tentar substituir Fahad é realmente coisa de louco, e é exatamente isso que eu sou. Depois de muita insistência (muita mesmo!) ele conseguiu fazer com que eu tentasse escrever algo. Na verdade me sinto insegura, e nunca gosto das coisas que eu escrevo, tenho o terrivel hábito de achar que eu nunca sou boa o suficiente. Mas depois de tanta insistência, eu acabei aceitando o convite desse meu amigo teimoso. Mas aí veio a dúvida: escrever sobre o que? Eu realmente não tinha ideias. Daí me ocorreu escrever sobre isso, escrever sobre o escrever. E então eu pergunto: o que é escrever? Que dificuldade é essa que eu encontro nesse simples ato? (será simples mesmo?!) talvez escrever não seja nada mais do que desenhar com as palavras, ou pegá-las no ar e colar aqui, colar num livro. Ou tornar concreto seus pensamentos, ou afagar ideias, ou desabafar, ou aliviar. E eu pergunto... o que é escrever? que arte é essa capaz de causar as mais belas sensações no alguém que ler? que arte é essa? alguém aí sabe me responder?

Boa leitura.
Abraço, Cláudia Patrícia.

31 de dezembro de 2008

E que venha o Ano Novo..


Olá amigos, esse post de hoje é realmente uma daquelas mensagens de Ano Novo, mas digamos que ao meu modo. Mas antes quero fazer umas considerações, nesse ano que irá começar dentro de algumas horas algumas novidades virão no blog, a começar por uma mudança de visual (mas ainda vai ser um dos layouts prontos do Blogger.com) e também virão algumas novidades com relação ao conteúdo, é aguardar pra conferir. Bem no mais, e sem mais delongas, acho que vão melhorar as coisas por aqui.

O Ano Novo está chegando, e este que estamos acabará em algumas horas. Normalmente as pessoas desejam inúmeros votos de felicidade, paz, saúde, etc. Eu desejo isso a todos vocês que vêm aqui perder tempo lendo minhas bobagens, mas acho que apenas dizer isso seria no mínimo hipócrita, pelo menos vindo de mim, que como podem perceber não costumo ser superficial, commo esses vtoos costumam ser, e creio que não deveriam.

Nesse ano vindouro, que possamos sempre procurar ser pessoas melhores, que possamos acreditar mais nas pessoas e nos decepcionar menos com elas (isso seria realmente bom). Seria igualmente agradável que pudessemos ter dentro de nós mais sentimentos inspiradores de respeito, companheirismo, lealdade, justiça e, porque não, humanidade. Afinal, somos humanos, embora alguns tenham esquecido disso, mesmo sendo algo praticamente impossível de se esquecer.

Há alguns dias venho vivendo dias felizes, e espero que eles possam se perpetuar ainda mais, desejo que todos possam ter seus dias felizes, porque eles são inigualáveis. Desejo profundamente que as pessoas, e tenho fé nelas, apesar de pouca, possam esquecer suas diferenças não só nos segundos antes e depois da virada de ano, mas que levem isso para o seu cotidiano, transformem esse sentimento em rotina.

Bem, é isso. Acho que terminei, espero que possam ouvir isso de pessoas novas, e das mesmas pessoas também, inclusive de mim (ouvi isso de uma pessoa muito especial, uma irmã, e roubei). Como diria Bob Marley: "Don't worry about a thing, 'cause every little thing is gonna be allright". Não se preocupem com coisa alguma, pois cada coisa por menor que seja vai dar certo.

Abraço e Feliz Ano Novo. Boa leitura.

23 de dezembro de 2008

Salmo do Viciado em Heroína (Paródia do Salmo 23)


Olá amigos, hoje pela primeira vez estarei postando, na íntegra, um texto que não é de minha autoria, o texto a seguir, cujo a autoria eu não estou certo de quem seja, apesar de algumas suspeitas, data de 15 de Julho de 1988, em Currais Novos, apesar de logo em seu início haver algo que possa nos fazer crêr que não seja essa sua origem. Da mesma forma não sei o quanto de veracidade reside no mesmo, mas bem, é ler pra entender.

"Salmo do Viciado em Heroína (Paródia do Salmo 23)

Este "salmo" foi encontrado em uma cabine telefônica por um oficial de polícia de Long Beach, Estados Unidos. Foi escrito por uma jovem viciada de 20 anos de idade.

O rei heroína é meu pastor, sempre terei necessidade.
Ele me faz deitar nas sarjetas;
Guia-me ao alado de águas turvas;
Destrói minha alma.
Conduz-me pelas veredas da maldade por amor do esforço.
Sim, andarei pelo vale da pobreza e temerei todo o mal,
Porque tu, heroína, estás comigo.
Tua agulha e cápsula tentam consolar-me;
Esvazias a minha mesa de alimento na presença de minha família;
Roubas a minha capacidade de raciocinar.
Meu cálice de tristeza transborda.
Certamente o vício de heroína me acompanhará todos os dias de minha vida.
E habitarei na mesa dos execráveis para sempre.

No verso do cartão em que estava datilografado o "salmo", havia a seguinte mensagem ecrita a mão:

Verdadeiramente este é o meu salmo. Sou uma jovem, de vinte anos de idade e durante o ano e meio passado venho perambulando pela rua do pesadelo dos viciados em entorpecentes. Quero abandonar a droga e tento, mas não posso. A cadeia não me cura. Nem a hospitalização me ajuda por muito tempo. O médico disse a minha família que teria sido melhor, e na verdade mais generoso se a pessoa que me deu a droga pela primeira vez tivesse pego uma arma de fogo e estourado meus miolos, e prouvera a Deus que ela tivesse feito isso. Meu Deus, quanto desejo isso!


Currais Novos, 15 de Julho de 1988. (grifos nossos)"


No texto fala-se do vício em heroína, mas muitas vezes acabamos esquecendo outras drogas, "menores", ou ainda pior, lícitas. O tabaco, por exemplo, comecei a fumar aos 15 anos, isso fazem uns 6 anos e alguma coisa, e desde então tentei parar por algumas vezes sem êxito. No último dia 3 de Setembro, resolvi, não iria mais acender novamente um cigarro, dessa vez eu sabia que não faria isso, estava completamente decidido.

Mas, a vida é uma caixinha de surpresas (não resisti ao clichê). Eis que eu perdi uma pessoa muito importante pra mim e, sinceramente e sem orgulho disso, não fossem duas razões eu teria feito uma besteira, das grandes. Não fosse pela força dos meus amigos e pelo "prazer" em acender mais um cigarro, eu teria explodido. Por alguns dias seguintes, continuei a me amparar no cigarro para manter a cabeça no lugar.

Resolvi então, há pouco mais de duas semanas, parar novamente, aquela parada definitiva que eu havia escolhido antes. Já fazem mais de duas semanas, e sequer tive vontade de acender ou mesmo tragar um bom cigarro, e me escutem quando digo que fumar traz uma sensação incomparável. Mas não o farei mais, porque nessas ditas "drogas lícitas" o perigo por vezes é até maior que em outras "ilícitas". Espero profundamente que isso possa ser útil a alguém.

Abraços e Feliz Natal. Boa leitura.


P.S.: que post pra se colocar praticamente na véspera de Natal, mas tem nada não. Véspera de Natal eu coloco um de Boas Festas.

Revisão: tá tarde pra isso, deixa pra depois.

20 de dezembro de 2008

Quanto vale a vida?


Olá para todos. Um pouco mais de demora dessa vez, mas voltei. E com uma leitura interessante sobre prioridades. Parte do texto eu escrevi sem a intenção de publicar, mas como já tem alguns dias sem postar eu resolvi reaproveitar a idéia, e discorrer um pouco mais também.

Afinal, quais são as nossas prioridades na vida? Se alguém me perguntasse hoje qual a minha principal prioridade na vida, sem pestanejar eu diria que é ganhar na loteria, e depois eu pensaria no resto, com muito mais tranquilidade diga-se de passagem. Brincadeira, lógico. Não acho que, apesar de ser um capitalista e consumidor em demasia, o dinheiro deva ser o nosso principal foco na vida. É algo importante? Sem dúvida. Mas nem de longe o mais importante.

Eu tenho como grande prioridade na vida ser uma pessoa melhor, e se me perguntarem se quero ser melhor que alguém, a resposta é não. Ser uma pessoa melhor não quer dizer, pelo menos vejo dessa forma, que somos melhores que alguém, trata-se de ser o melhor que se pode ser, dar o melhor de si. Quantas vezes você já fez isso na sua vida? Eu fiz poucas, mas todas as vezes me deixaram orgulhoso de mim mesmo, e por isso a cada dia que passa tento ser uma pessoa melhor.

Acordar todos os dias, abrir os olhos e pensar: "Hoje será um dia melhor do que ontem". Eu penso assim, e encaro isso como a grande virada que podemos dar em nossas vidas. Creio que se todos pensassem assim, seria muito mais fácil viver, e muito mais prazeroso também. Muita gente fala em planejar a vida, o meu planejamento é simples e recursivo, ao dormir quero acordar vivo e ao acordar quero viver mais um dia para poder dormir de novo, o que acontece no meio tempo entre um sonho e outro é consequência.

Acredito que se passarmos a nos preocupar com os nossos sonhos, se deixarmos um pouco de lado a "burocracia social" que nos faz esquecer que não somos apenas mais uma pessoa passando pelo mundo, que somos únicos, e que as coisas sempre acabam acontecendo se soubermos aproveitar as oportunidades certas e fizermos as escolhas que definem quem somos. Pode ser que tenha eu tenha terminado sem falar nada sobre o título do texto, mas tem uma música de Engenheiros do Hawaii que tem o mesmo título, confiram pelo menos a letra.

Abraço. Boa leitura.


Revisão: Cláudia Patrícia

11 de dezembro de 2008

Conversa de Botas Batidas



Olá meus amigos, mais uma vez venho lhes trazer uma leitura. Bem, o post de hoje talvez acabe ficando "sempénemcabeça", mas é que ele é resultado de uma conversa muito interessante que tive com uma amiga, que por sinal, fez questão de servir de inspiração para esse post, e acabou servindo demais.

"- Quem sou eu?"

Acho que muita gente já se fez essa pergunta, um tanto quanto retórica, mas digamos que seja, em sua essência, complexa demais para ser respondida, ou talvez não seja prudente respondê-la. Afinal, seria como resumir a si mesmo, me permito parafrasear Clarice Lispector e dizer que, seria como somar duas maçãs e uma cadeira, e aplico isso livremente para todos os seres humanos. Mas qual a graça em se resumir? Afinal quem achar interessante deve ler o livro inteiro ao invés do resumo, por isso não fiquemos apreensivos se não soubermos nos resumir, deixemos que nos leiam por inteiro.

Bem, dizem por aí que bonitinha é uma feia arrumada. Mas bem, perguntem a qualquer mulher se ela prefere ser chamada de "bonitinha" ou de "feinha", aposto que todas preferem bonitinha. Acho que chamar uma mulher de bonitinha, é uma maneira mais carinhosa de tratá-la, "bonita" é muito formal, e "linda" muito extravagante. "Bonitinha" é uma espécie de meio termo, equilíbrio. E tolos são os que esquecem do equilíbro, afinal, ele sempre existe. "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", disse Lavoisier.

As pessoas costumam usar de maneira muito abstrata conceitos como ruim, bom, ótimo, excelente, entre outros, para rotular umas as outras. Sabem, não sei ao certo em que rótulo eu me encaixaria, mas sinceramente pouco me importa. Tento sempre dar o melhor de mim, e torço para que isso seja o bastante, ou pelo menos que seja aceitável. Talvez se todos pensassem em dar o melhor de si, não para o próprio benefício, mas para o bem comum, poderíamos viver em um mundo melhor.

Bem se eu não tivesse cometido algum dos erros que eu cometi, ou mesmo dos acertos, será que eu estaria escrevendo agora? Eu costumo dizer que se eu tivesse uma "segunda chance" para recomeçar desde o meu primeiro erro, eu faria tudo exatamente igual. Afinal, eu fui moldado por meus erros e meus acertos, minhas escolhas, como falei em outro post, e no fundo eu me orgulho disso, e todos nós deveríamos.

O que é mais fácil entrar ou sair? Eu preferio entrar, a idéia de enfrentar, penso que sair remete muito ao sentido de fugir. Muito embora, talvez, toda saída seja uma entrada e vice-versa, existe uma diferença, uma grande diferença. Quando entramos estamos abrindo uma porta, enquanto ao sair estamos fechando-a. E mais, ao sair sabemos o que estamos deixando para trás, trancado na porta fechada, entretanto ao entrar muitas vezes não sabemos o que pode estar do outro lado da porta. O que seria mais interessante, a sensação do desconhecido ou do vivido? Eu responderia que a descoberta é muito melhor que ambas.

E coincidências, o famoso acaso. Será que um dia iremos entedê-lo? Eu, particularmente, prefiro acreditar nas escolhas que cada um faz, porém as vezes acontecem coisas inexplicáveis, que simplesmente não soam como uma mera coincidência. De fato, isso é uma dúvida que podemos carregar pela vida e conviver com ela, de maneira muitas vezes útil, e outras vezes nem tanto agradável. Mas, falando em coincidência, e o tal do amor à primeira vista, esse sim é uma complicação medonha. A começar do fato de que não conheço uma definição para o amor, então como dizer que à primeira vista sentimos algo que não sabemos ao certo o que é?

Enfim, seja à primeira vista, ou não, eu acredito no amor, acredito em contos de fada. E diria que também me sinto atraído por ele, algo desconhecido e eu gosto disso. O desconhecido é algo perigoso e, ao mesmo tempo, atraente, muito atraente. Agora, por favor, para as mulheres quando acabarem de ler isso não vão olhar para o primeiro gostosão que virem na rua e achar que uma grande coincidência e dizer que foi à primeira vista, pode ser perigoso, e pra rapaziada já passou do tempo em que colava dizer que foi amor à primeira vista, mas quem sabe à segunda vista, marquem um encontro de qualquer forma.

Abraço. Boa leitura.

9 de dezembro de 2008

O Que Define um Homem?


Olá amigos. Mais uma vez venho escrever algumas palavras para que possam ler e refletir um pouco. Vale a pena ler.


"O que faz de um homem ser um homem? Um amigo meu se perguntou. Serão suas origens? Como ele vem à vida? Acho que não. São as escolhas que ele faz. Não é como começa as coisas, mas como ele decide terminá-las."

A citação acima foi retirada do diálogo final do filme Hellboy, baseado no quadrinho de mesmo nome. É interessante que eu tenha mencionado por duas vezes recentemente filmes, mas acho que isso é apenas coincidência. Foram situações completamente que levaram a posts que no fundo tem uma certa ligação.

Talvez, à primeira vista, essa coisa toda que foi dita acabe lembrando daquela velha história do "não podemos voltar agora e mudar o começo, mas podemos começar agora e criar um novo final", não sei se é bem assim, mas é algo parecido. Mas tem muito mais coisa por trás do que o personagem falou no filme, afinal ele estabeleceu um parâmetro, daquilo que faz de um homem realmente um homem. E foi brilhante em sua conclusão.

Afinal, quem melhor para dizer quem realmente somos, do que nossas atitudes. Atitudes falam mais do que palavras, o que você diz é apenas o que você diz, e não acredito que seja necessário respeito nisso tudo. Afinal, são meras palavras, e não ações. Se estivesse falando pessoalmente, certamente eu teria dado um sorriso malicioso agora. Para em seguida, querer justificar que o que eu disse na verdade, não se aplica ao que eu disse, apenas para criar confusão.

Mas, o fato é que o homem é definido com moldes a suas ações, e não importa o quão bem ele tente disfarçar seus desejos e suas ambições e o que ele seria capaz para conseguir, ele irá esbarrar nos seus atos como se eles fossem uma armadura, que o protege do mundo, ou que protege o mundo dele. Sinal de que cada ação, por mais simples que possa ser, refletirá em sua imagem, e quando digo imagem, não falo da imagem social, do status, mas sim do caratér, o cartão de visita de todos os homens.

Enfim, não podemos esquecer, escolher é também excluir. Afinal, se escolhemos uma resposta, excluímos outra, se escolhemos um caminho, excluímos outro, e assim se aplica a todas as escolhas. E muito embora possamos adiar certas escolhas, chega uma hora que não temos escolha, se não escolher. E é nessas horas, que se define um homem, no momento em que ele carrega o peso de suas escolhas, e decide avançar um degrau em relação ao topo da escada, um eufemismo particular para o fim do túnel.

Abraço. Boa leitura.

7 de dezembro de 2008

Doce Presença


Doce Presença

Tão perto mas tão distante
Ao meu lado mas não junto de mim
Será que isso vai ser até o fim
Ou vou estar junto mais adiante

Seu sorriso, seu vestido
Seus olhos, seus cabelos
Me contento só em vê-los
Embora de coração partido

A sua voz me acalma a alma
Com você perto fico em paz
Momentos que não esqueço mais
Lutando contra meus ciúmes
Acabando com meus costumes
Sendo mais do que sou capaz

Somente quando estou com você
Sentindo o seu abraço quente
Passo a acreditar novamente
Mesmo estando a sua mercê

Para estar com você
Apenas estar com você.


Abraço. Boa Leitura.

12 de novembro de 2008

A Calçada da Fama...


Bem, primeiro queria dizer que este não era originalmente o post previsto, mas que devido alguns ajustes propostos no mesmo, estou adiando um pouco aquele post (isto é valido para aqueles para quem eu estive fazendo propaganda). Bem e este post, é uma resposta desse blog a uma pergunta que me foi feita.


Por vezes nos encontramos perdidos em nossas próprios pensamentos, procurando respostas por tanto tempo que acabamos por esquecer as perguntas. Em um poema que escrevi há um trecho interessante:

"Quem vai gostar de mim?
Quem vai lembrar de mim?
De mim? Ninguém!
E de você? Também!"

Acho que no fim das contas a maioria das pessoas se importa de mais com isso, ser lembrado, ser admirado. Mas e o que as mesmas pessoas fazem para tal? Muitas vezes nada que realmente mereça ser lembrado, mas que por conveniência ou comodismo acaba sendo incluso nos anais da história da humanidade.

Acho que as pessoas deveriam preocupar-se mais em construir um mundo melhor para todos, do que em construir uma imagem própria melhor para o mundo. Talvez, se todos agissem dessa forma, o mundo se tornasse um lugar melhor, mas de certo mesmo muita gente ia deixar de ser lembrada pelo vestido extravagante na festa de fim de ano, ou pelo carro importado caríssimo comprado depois da promoção no emprego. As pessoas iam perceber que no fundo, não importa o que se tem na vida, mas quem se é na vida.

Sabem, um dia eu encostei a cabeça no travesseiro antes de dormir e me deparei com um turbilhão de pensamentos sobre as mais diversas coisas, e percebi que eu não estava fazendo a minha parte, não estava dando uma parcela de contribuição para que as coisas fossem diferentes como eu achava que deveriam ser. Resolvi começar a fazer alguma coisa, fiz planos, tive idéias, tracei objetivos. E comecei a fazer as coisas acontecerem, primeiro com esse blog, e depois outras coisas virão, com o tempo quero aumentar a minha parcela de contribuição para que as coisas possam ser diferentes.

Talvez, alguém que esteja lendo isso acabe pensando que eu estou sendo hipócrita, como há algumas semanas atrás eu fui rotulado em um comentário, no post "As 'Colunas Sociais'". Bem, só posso pedir paciência, e quem sabe um dia todos poderão ver que eu estou falando sério.

Abraço. Boa leitura.

6 de novembro de 2008

A Cor do Dinheiro...


Olá amigos! Pois é, demorei um pouco para postar de novo, mas é que estou pensando em novas idéias pro blog. Mas, por enquanto, as velhas idéias ainda estão presentes e são mais do que agradáveis.


"Change has come to America!", em bom português: "A mudança chegou à America!". Foi o que disse o 44º Presidente eleito dos Estados Unidos em seu discurso após a confirmação de sua vitória. A vitória do primeiro negro eleito Presidente e desde Kennedy, há quase 50 anos, nenhum presidente havia sido eleito com maioria tanto de votos quanto de delegados do colégio eleitoral, por mais que existam controvérsias a esse respeito.

O Presidente mudou, o partido mudou, afinal Obama é democrata e seu antecessor, Bush, é republicano, e o Salão Oval da Casa Branca agora será ocupado por um negro, pela primeira vez na história. Mas apesar dessas mudanças evidentes, o dinheiro não mudou de cor, nem de valor. A crise financeira mundial não acabou, pelo contrário continua levando a falência muita gente, e transformando outras em milionários, verdadeiros golpes de sorte.

E mesmo que ele (o dinheiro) tivesse mudado de cor, que diferença faria? Nenhuma, creio eu. Talvez exista por trás da eleição de Barack Hussein Obama nos Estados Unidos da América (do Norte), o primeiro negro eleito presidente, um homem que carrega em seu sobrenome uma lembrança a um dos homens que mais desafiou os EUA enquanto vivo, e que foi enforcado por causa das armas de destruição em massa que nunca foram encontradas.

O rival de Obama, o também senador, John Sidney McCain, é aquilo que os militares costumam chamar de veterano, um herói da Guerra do Vietnã. Alguém lembra dessa guerra? É aquela que ficou conhecida por ser a única guerra que os EUA foram derrotados, derrotados por "fazendeiros com forcados", como foram julgados os vietcongues pelo então presidente, Lyndon Johnson, que havia sentado na cadeira maior do Salão Oval, depois do controvérsio assassinato de John F. Kennedy.

McCain é republicano, é um veterano do Vietnã, tem 72 anos, e tinha o apoio do Presidente Bush(?). O que poderia nos levar a pensar que ele poderia nos trazer muitas outras guerras para assim superar a crise financeira, afinal historicamente foi assim que os EUA resolveram suas crises enfrentando guerras. Depois de 1929, aconteceu a Segunda Guerra Mundial, em seguida a Guerra Fria. Com as crise do petróleo as guerras no Oriente Médio foram inúmeras, a principal delas foi a Guerra do Golfo, contra Saddam Hussein, e sabe quem era o Presidente? George Bush, o pai do atual presidente.

Mas o que nos garante que o tal negro, o democrata, Barack Hussein Obama, não irá continuar a política de sempre, que eu prefiro chamar (carinhosamente) de "política de guerra"? Afinal a crise está aí, e ao que parece ela não quer ir embora sem antes causar mais "desastres". Ao contrário da maioria das moedas correntes ao redor do mundo, o dólar tem todas as suas cédulas de uma única cor, o verde. O mesmo verde das fardas militares, o mesmo verde das florestas (da Amazônia, por exemplo). O novo presidente é negro, ou seja, (sem preconceito algum nesta parte, por favor não me entendam errado) ele é da cor do petróleo, o ouro negro. Sabe-se lá o que essas tantas "coincidências", forçadas ou não, querem dizer.

Enfim, vamos esperar pra ver. Mas para ver o que? Eu, particularmente, não desejo ver uma nova guerra, muito menos em escala mundial. E vocês o que pensam? Só posso dizer que pra aqueles que têm fé, devemos rezar para que as coisas realmente mudem, ao invés de "mudar". Para os que não têm fé, ou que não gostam de rezar, vamos então torcer pelo mesmo fim. Pois, assim como não importa a cor do dinheiro, não importa a "cor" da esperança, que muitos dizem que é verde (como o dólar), mas que na minha opinião pode ser de qualquer cor.

Abraço. Boa leitura.

26 de outubro de 2008

Fogo contra fogo..


Olá amigos, mais uma vez me foi permitido escrever algumas linhas por aqui. O título é uma pequena menção a um filme antigo que tem um pouco haver com as entrelinhas do que vamos falar hoje. A imagem acima de uma fogueira em seu ápice, nos remete a idéia do fogo. Pois é, foi há muito tempo atrás, que eu sequer sei quanto, que o homem conseguiu "dominar" o fogo, ou pelo menos desenvolveu as primeiras técnicas para se utilizar o fogo em benefício da humanidade.

"Nunca acendas um fogo que não possas apagar", um antigo provérbio chinês que nos faz pensar se de fato o homem "controla" o fogo, como contam os livros de História. Mais que isso, esse pequena afirmação pode nos fazer pensar que o fogo, pode não ser apenas aquele que conhecemos, que o fogo, na verdade, pode ser um ímpeto indomável e que não deve ser provocado há menos que se possa contê-lo caso ele saia de controle.

O fogo, citado nesse provérbio chinês pode facilmente ser encarado como uma pessoa inconstante e explosiva, que quando provocada é capaz de coisas terríveis ou, até mesmo, catastróficas. Mas não só uma pessoa assim pode assumir a identidade desse fogo, até mesmo o mais calmo homem pode sim ser esse "fogo chinês".

É simples explicar isso, normalmente usamos diferentes maneiras para acender o fogo para cada situação. Por exemplo, é preciso fazer certos preparativos para acendermos uma fogueira junina, mas para acendermos uma das bocas do fogão na cozinha basta riscar um fósforo. Da mesma forma podemos encarar as pessoas, as mais explosivas, mais inconstantes, podem ser "acesas" com uma simples provocação, já com pessoas mais calmas, mais seguras, é preciso fazer certos preparativos, criar certas situações, para que então seja possível fazê-las "pegar fogo".

É talvez o homem tenha mesmo aprendido a dominar o fogo, a reação química que chamamos assim. Mas creio que o fogo que está adormecido no interior de cada ser humano está longe de ser dominado, ou mesmo entendido.

Abraço. Boa leitura.