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17 de julho de 2012

Propaganda é Alma do Negócio

Entra governo, sai governo e os problemas são os mesmos. Todos sabem o que não foi feito e o que precisa ser feito, verdade? Nem tanto. Defendo que o que um governo faz, ou deixa de fazer está íntima e diretamente ligado à sua disposição em gastar em propaganda. Aliás, em publicidade.

Publicidade, se levarmos em conta a ideia de que devemos preservar o patrimônio público e a qualidade do mesmo, não é, nem de longe, investimento. É, em verdade, um gasto extremamente oneroso e deveras desnecessário. Isso se pensarmos como deve pensar um gestor público que se preze.

No plano teórico, saúde, educação, segurança, entre outras atividades deveriam ser o termômetro de uma boa administração. Os políticos, no entanto, aprenderam que não precisam fazer tanto, precisam, sim, de pequenos feitos com um ar de grandiosidade e transformados em grandes ações por algum publicitário que esteja em alta.

E ainda, alguns mais sábios – e mais desprovidos de caráter –, resolvem investir no "mercado negro" da publicidade, usam contratos vultosos com os grandes meios de comunicação para silenciá-los sobre suas deficiências, para que não chegue aos ouvidos daqueles que pouco, ou nada, têm de informação disponível.

Um exemplo na moda é o silêncio dos grandes canais de comunicação sobre a greve no serviço público federal que atinge mais de 40 setores e não merece sequer um canto de rodapé no Jornal Nacional. "Espere!", grita um amigo. "O Bonner falou que Dilma vai cortar o ponto dos grevistas". Parece que a toda poderosa Globo – que por muito tempo foi taxada como "uma emissora à serviço da direita" – se rendeu aos deleites da esquerda – ou teria à esquerda se rendido aos deleites da direita?

Bem amigos, a verdade é que não há, na história desse país, um governo bom ou ruim. O sucesso do governo, qualquer que seja, se mede na proporção em que ele pode pagar publicidade.

Abraço. Boa leitura.

28 de maio de 2012

Lula, o Tirano

Nunca antes na história desse país a liberdade, o povo e a República foram tão severamente ofendidos. A atitude foi veiculada pela imprensa que relata uma tentativa do ex-presidente Lula de pressionar um ministro da mais alta corte do nosso país a facilitar o adiamento daquele que foi um dos maiores escândalos de Governo Lula: o Mensalão.

O ex-presidente mostrou que é pouco democrático, soberbo e não passa de um criminoso da estirpe de Carlos Cachoeira, outra mácula na nossa República. Partindo de quem partiu, deveria surpreender alguns - mas não esse escriba. Ora, esse senhor que tratou o Estado Democrático de Direito como se nada valesse é o mesmo que se diz defender os pobres e oprimidos de nosso país, aqueles que diuturnamente são esquecidos pela ineficácia do nosso modelo jurídico.

Ele quis mostrar ao povo que a Justiça, de fato, só existe para o povo. Fez uma tentativa de subjugar o Poder Judiciário tão, ou mais, grave que o próprio Mensalão. De quebra Lula mostrou mais uma vez que o lamaçal que existe no nosso Congresso Nacional é motivo de vergonha geral da nação, colocando em aberto uma suposta blindagem do Ministro Gilmar Mendes na CPMI do Cachoeira.

A sociedade não pode silenciar, não é possível que as pessoas vão achar essa uma ação normal, em absoluto não é, é uma atitude nefasta, vil e, o pior, partiu de um ex-presidente da República, não posso aceitar que um dia meus filhos sequer escutem que esse tirano foi o maior presidente da história desse país. Não posso, não vou.

#LulaNuncaMais

27 de março de 2012

De Direita, Sim Senhor!

Há alguns dias me deparei com um texto do Sérgio Malbergier na Folha, falando sobre a falsa impressão de que algumas pessoas têm sobre um eventual triunfo da esquerda brasileira no cenário político nacional. Antes disso ele fala da recorrente prática das hostes esquerdistas que tentam fazer lavagem cerebral em adolescentes totalmente despolitizados. Depois de alfinetar a suposta base da esquerda, Malbergier traz à tona a realidade.

A esquerda, verdadeiramente, venceu. Mas o fez jogando fora a ideia de esquerda, o fez abraçando o capitalismo. E isso alguns diletos conhecidos que militam na tal base esquerdista não admitem, para eles o Brasil vive um cenário maravilhoso rumo à aplicação concreta do socialismo marxista, mal sabem eles que há muito tempo o PT, e por tal entenda-se a esquerda, deixou de ser marxista.

Por um motivo simples: Lula quer extinguir a direita. Para tanto só existe uma opção, qual seja, a cooptação - isso lembra a recente criação de um partido político a revelia de qualquer ideologia, um partido autoproclamado de centro.

É isso caros amigos da esquerda esquizofrênica que não pode sobreviver mais sem o capitalismo, a ideia petista não pode vencer a nós, a direita, de outra forma que não seja usando o rolo compressor do governo. Não fosse a verdadeira catequese imposta por professores de história e geografia manifestamente de esquerda, vocês sequer seriam capazes de debater com um liberal. Mas implantar ideias em crianças indefesas é um golpe baixo e duro, contra o qual fica difícil lutar.

Eu tento daqui abrir o olho de algum inocente que ainda não tenha sido vítima dessa prática absurda e desumana. Saudações capitalistas!

Abraço. Boa leitura.

28 de fevereiro de 2012

Intolerável Tolerância

O gosto pela intolerância é cada vez maior entre as pessoas. É constante a situação de uns exigindo tolerância por meio da intolerância, é algo como: "Você tem que me respeitar, mas a recíproca não se aplica".

Eu não sou envangélico e nem sou homossexual, o fato é que essa briga entre protestantes e homossexuais está ficando ridícula, aliás é ridícula desde o princípio. Agora está ficando criminoso, desumana, ao ponto de um lado comemorar a morte de um expoente do outro.

É chocante, mas a morte de um pastor em Recife, assassinado pelo próprio filho, gerou inúmeras manifestações de satisfação de parte da comunidade homossexual, e eu me pergunto: a troco de quê?

Esse ódio que os dois lados têm demonstrado entre si é algo tão bestial, ao ponto de ser assustador. Enquanto os protestantes querem que os homossexuais sejam banidos do convívio social, estes comemoram a morte de um líder evangélico. Porque tanto ódio?

Tanto um, quanto o outro grupo querem a mesma coisa: respeito. Ambos querem que seu espaço seja respeitado dentro do convívio social. O que tanto um, quanto o outro esquecem é que na sociedade é preciso respeitar o espaço alheio, ou pelo menos assim deveria ser.

Provavelmente vai aparecer um e outro dizendo que eu tô tomando partido. Eu não estou. Apenas vejo o que está acontecendo, custo a acreditar que ambos estejam certos em suas formas de tentarem "resolver" o assunto, afinal se ambos estão agindo da mesma forma, é impossível que ambos estejam igualmente certos.


Abraço. Boa leitura.

8 de janeiro de 2012

SUS

Recentemente eu passei por uma experiência que me deixou pensativo e que me fez ver que estou certo quando digo que só nos importa aquilo que nos interessa. Se não nos diz respeito, se não pode nos trazer algum benefício, que se dane. Não pode haver uma outra explicação razoável para tanto.

Ainda no ano que já não existe mais, tive a oportunidade - ou seria um infortúnio? - de passar pelos serviços oferecidos por aquele que, na teoria, deveria ser o melhor sistema de saúde do mundo, o SUS. Vou narrar em brevidade para que não fique efadonho e eu possa chegar onde quero.

Cheguei num local de atendimento por volta das sete da manhã e recebi a ficha de número 20, quase que ao mesmo tempo que eu, o médico que atenderia a mim e a outras pessoas ali também chegou. Por causa do barulho, fui atender a um telefonema em outro local. Ao retornar, cerca de seis minutos, me surpreendi ao saber que a quinta pessoa já estava sendo atendida. Esperei mais um pouco e, sendo a vigésima pessoa a ser atendida, por volta das sete e quarenta já havia sido atendido.

Isso é um absurdo!

É impossível que um médico atenda de forma razoável vinte pessoas em quarenta minutos, em dois minutos o máximo que ele vai conseguir fazer é perguntar o nome da pessoa e o que ela sente. Grande parte dos atendidos ali deixavam o consultório inclusive com receitas. Imagine que nesse ritmo, se trabalhasse quatro horas diárias um médico atenderia 480 pessoas. Inconcebível.

Vejo rotineiramente muita gente reclamando da saúde pública, médicos inclusive. Mas, salvo engano, recentes greves da categoria não cobravam melhorias nas condições de trabalho, mas tão somente melhorias salarias. O médico deveria atender as pessoas com um mínimo de dignidade, mas é impossível ser digno em dois minutos, e desafio qualquer um a dizer que é possível dar um diagnóstico razoável nesse tempo.

As pessoas parecem tratar os médicos como anjos intocáveis, e eles até podem ter um pouco disso, mas não se pode admitir que médicos sejam incriticáveis. Não se pode admitir que médicos tratem pessoas como animais, que não as deêm um atendimento moralmente digno. Porque o médico que assim agir no setor privado não terá pacientes, se não é aceitável no setor privado, porque temos que aceitar isso no serviço público?


Abraço. Boa leitura.

20 de dezembro de 2011

Adeus Ano Velho

Mais um ano chegando ao fim, mais um ano se preparando para começar. Hora de confraternizar com amigos, familiares e colegas de trabalho, hora de comprar presentes, hora de fazer promessas. "Esse ano foi ótimo, que o próximo seja excelente", é algo assim que a maioria das pessoas costuma dizer.

É engraçado como as pessoas esquecem dos problemas nesse período do ano, é como se o novo ano que está por vir fosse fazer os problemas sumirem em um passe de mágica. As esperanças normalmente se renovam, seja em antigos sonhos ou em novos objetivos.

A maior parte do tempo eu encaro a maioria dos clichês de fim de ano como idiotice aplicada, mas no fundo sei que é uma idiotice necessária. Passamos o ano inteiro preocupados com nosso trabalho, nossos afazeres, nossos problemas, não pode haver mal em jogar tudo pra cima na última semana do ano.

Então tudo pro ar. Vamos esquecer Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva e Carlos Lupi, os sete ministros que caíram no primeiro ano do (des)governo Dilma, seis deles envolvidos em corrupção. Vamos esquecer as ONGs milionárias, vamos esquecer a dinastia jurídica que o Supremo Tribunal Federal vem criando, vamos esquecer o papel de bobo da corte que o Congresso Nacional vem ocupando no (des)governo Dilma. Vamos esquecer tudo isso e fazer de conta que está tudo bem, porque é Natal e depois é Ano Novo, e tudo se realiza.

Só não podemos esquecer da máxima poética de Seu Madruga: "As pessoas boas devem amar seus inimigos".


Abraço. Boa leitura.

29 de novembro de 2011

'Patafísica, poloneses e escândalos...

Hoje andei lendo sobre a 'patafísica, que imediatamente transformou-se em minha ciência preferida, isso porque apenas por meio dela é que determinadas situações absurdas e assustadoras podem ser explicadas, principalmente com relação aos acontecimentos no nosso Brasil "ex-colônia".

Criada pelo dramaturgo francês Alfred Jarry, tem origem no grego e significa algo como "o que está acima (do que está além) da física", remetendo um pouco à metafísica ("depois da física"), e é a ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções.

O Ubu Rei, personagem conhecido de Jarry, afirmou categoricamente que se não existisse a Polônia, não existiriam os poloneses. Isso é simplesmente brilhante! No Brasil podemos readaptar o cenário, podemos dizer que não houvessem políticos corruptos não haveriam escândalos. Mas esse é um sonho distante.

Todos os dias os jornais noticiam novos escândalos, em todas as esferas do poder público, de todas as agremiações partidárias, o rastro sujo se escorre por todo e qualquer espaço por onde possa passar pelo menos um centavo de dinheiro público. E a população pouco, ou nada, se preocupa. Estão muito mais interessados nas barganhas que pedirão ou receberão em pouco menos de um ano.

Aquele que é investido, pelo povo, para defender os interesses da sociedade, bem como seus auxiliares, diretos ou não, deveria no mínimo ter o dever de probidade, isso na teoria. A prática é completamente outra, e sem saber os nossos queridos políticos acabam aplicando a ciência criada por Alfred Jarry, criam leis para regular a exceção, criam leis para atender única e exclusivamente os próprios interesses.

"Se não existisse a Polônia, não existiriam os poloneses". Ah, se não existisse o Congresso, só pra começar...


Abraço. Boa leitura.

31 de outubro de 2011

Paz em Guerra

O homem já lutou incontáveis guerras desde o início dos tempos, e ainda lutará outras tantas até o fim dos tempos. A guerra está tão ligada à natureza humana quanto o desejo animal de reprodução – e talvez seja tão animal quanto, ou até mais. Se a guerra é essencialmente um mal, então o homem também o é.

E o que é mesmo a guerra? Sem muitas especialidades, é possível ser sintético e dizer que a guerra é quando homens matam homens. O assassinato é um ato de guerra, sem dúvida o mais característico de todos. Talvez por isso, e numa tentativa vã de cessar com as guerras, as religiões cristãs tenham posto através de seus profetas um mandamento específico: “Não matarás”.

A guerra não é um meio para outro fim se não para a própria guerra.

Poder, dinheiro, petróleo, territórios, entre outras coisas são usadas como pretextos para que os homens possam perpetuar a guerra. Os homens precisam de guerras, tanto quanto precisam de paz, só que precisam estar em guerra para estarem em paz. A paz sozinha não é o bastante para a natureza humana, a paz sozinha é inconcebível.

A história nos faz crer que ao fim de uma guerra todos os lados saem derrotados de alguma forma, mas enquanto a guerra está acontecendo alguém está vencendo, ainda que momentaneamente. É esse, talvez, o mais claro sinal de que o homem precisa da guerra, reconhecer que ao fim de uma guerra todos perdem.

Com todas as suas mazelas e riscos, a grande diferença – e talvez a única – entre a paz e a guerra, é que na paz homens não matam homens.

Mas homens continuam a morrer. Fome, doenças, acidentes ou o próprio tempo fazem na paz, o que o homem faz na guerra. A paz nada mais é que a guerra sem seu ato mais característico. E então me lembro de uma passagem em latim: “Si vis pacem, para bellum”. Se queres paz, prepara-te para guerra!


Abraço. Boa leitura.

15 de outubro de 2011

Interesses

É na correria de uma cidade grande em que nós podemos perceber que, no mundo real, ninguém se importa com os outros. É verdade também que isso não é absoluto, mas basta conflitar o interesse do outro com o seu próprio e as pessoas estarão dispostas a mostrar quem realmente são por detrás da máscara de politicamente correto ou por detrás do escudo e espada de paladino da igualdade.

Num mundo ideal, se um mendigo na porta de um restaurante nos pedisse dinheiro pra comida e nós só tivéssemos o bastante para pagar a nossa comida compraríamos a comida pra viagem - porque certamente o restaurante não aceitaria que duas pessoas dividissem o mesmo prato - e comeríamos na rua dividindo com o mendigo. No mundo real nós olhamos para o lado e dizemos alguma palavra de negação ou simplesmente ignoramos.

Mas é sempre muito bonito falar no bem alheio. É sempre digno de aplausos quando alguém usa uma bela frase de fraternidade, justiça ou igualdade. É discurso recorrente atacar a hipocrisia, falar em ética, moral e dignidade. As pessoas só costumam esquecer que antes de satisfazer os interesses alheios, o que importa mesmo é satisfazer o nosso interesse pessoal e que a maior hipocrisia é satisfazer o interesse pessoal sob o argumento de satisfazer o interesse coletivo.

Seria muito mais fácil viver no mundo se um ato dessa natureza não existisse. As pessoas deveriam ser capazes de admitir que o próprios interesses vêm antes dos interesses alheios, mas ao invés disso vivem em uma espécie de peça teatral da vida moderna querendo pregar um faz de conta que todos sabemos que não existe.

Eu me importo primeiro comigo, é o meu interesse que eu coloco na frente, não tenho medo e nem vergonha de esconder isso. Se eu tiver que escolher entre o meu interesse e o de quem quer que seja, escolherei o meu, sem pestanejar. Se eu puder atender o meu interesse e, de brinde, o interesse coletivo será ótimo, mas não vou me colocar em segundo plano.

E para os quem acham que minhas palavras e meus atos são repletos de hipocrisia, não cito ninguém, não conto nenhuma história bonita de quando eu era criança e nem dou nenhuma satisfação. Eu tenho uma pergunta: eu admito que o meu interesse fica em primeiro plano, sou hipócrita por isso? Se defender o interesse próprio em nome do interesse coletivo é conceito de honestidade, ética e moralidade, eu prefiro que as pessoas continuem achando que eu não tenho nenhum pouco disso. (E o que as pessoas pensam, aliás, pouco me importa).


Abraço. Boa leitura.

3 de outubro de 2011

A Nova Guerra Social

Uma guerra começou no nosso país, uma guerra silenciosa e que pode ter consequências inimagináveis. Não começou agora, mas só agora enxergo claramente. E graças a um certo tipo de notícia que tem se repetido nas manchetes de jornal pelo Brasil inteiro.

De repente virou notícia de suma importância destacar a condição financeira de quem comete uma violação legal, agora é preciso taxar se o acusado é rico ou pobre, como se isso fosse agravante ou atenuante da situação.

O que se passa é que uma nova forma de instigação social, qual seja colocar pobres e ricos como inimigos, adversários ferrenhos, foi implantada pelo Partido dos Trabalhadores no último pleito, era o "Serra defensor dos ricos" e a "Dilma salvadora dos pobres". O fato é que a campanha passou, mas a rivalidade entre pobres e ricos só começou.

E começou de uma forma que gera ódio entre as pessoas. Me pergunto se isso é mesmo correto: odiar alguém pela sua condição social? Tenham dó, talvez os mais abastados tenham feito pouco caso da miséria alheia ao longo da nossa história, assim como os nossos miseráveis sempre se contentaram com esmolas históricas do governo da famosa "Emergência" das secas nordestinas ao globalizado mecanismo de cooptação eleitoral em que se transformou o Bolsa-Família.

Enquanto estudante de Direito me preocupo com a proporção que isso pode tomar na esfera legal, afinal fianças estratosféricas não eram comuns em nosso país até bem pouco tempo atrás. "É uma forma de deixar a justiça mais igual", alguém pode dizer. Entendi, tratar diferente para tornar igual.

Isso me lembra uma música de Engenheiros: "Todos iguais, tão desiguais, mas uns mais iguais que outros..."


Abraço. Boa leitura.

26 de agosto de 2011

Piada Sem Graça

"Sempre que a Polícia Federal descumprir a lei, obviamente nós tomaremos as medidas cabíveis e necessárias para punição daqueles que foram os infratores".

O Ministro da Justiça, o senhor José Eduardo Cardozo, é mesmo um brincalhão, fazendo uma afirmação tão categórica se referindo à Polícia Federal. Acho que finalmente sabemos quem vigia os vigilantes: é o Ministro da Justiça.

Ele deveria cobrar rigor para os colegas de governo que estão saqueando os cofres públicos, mas isso ele não faz. E a pergunta é: não faz porque? Por que o povo é burro, é quadrado. O nosso regime é uma espécie de totalitarismo civil.

No Congresso temos uma oposição moribunda depois do fiasco eleitoral nas últimas eleições - Lula conseguiu desbancar vários de seus ferrenhos opositores -, o Palácio do Planalto faz o que quer com o aval do Congresso, leia-se do PMDB, e o povo, burro e coitado, acha que tudo está maravalhoso.

É uma realidade deprimente. Uma solução, pouco racional e com chances praticamente nulas de funcionar, seria qualquer coisa parecida com a primavera árabe. Tenho andado de saco cheio com tanta pilantragem.


Abraço. Boa leitura.

12 de agosto de 2011

Indignação Oportuna

E mais uma vez eu venho aqui ser o paladino da discórdia, aquele que para alguns sempre faz questão de estar do lado oposto. O motivo é bem simples, ou nem tanto, isso depende, é óbvio, do ponto de vista, mas o fato é que uma juíza morreu, foi assassinada na frente de seu condomínio, possivelmente, por estar cumprindo seu dever.

E eu lhes pergunto: e daí? A toga faz dessa mulher alguém superior? Porque tanta indignação? Porque tanta repercussão?

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro foi a imprensa e declarou que "esse crime não vai ficar impune. Acredito que todos os criminosos serão identificados, julgados e condenados". Que me perdoem os puxa-sacos de plantão, mas um juiz não é melhor que qualquer outro cidadão e essa declaração do presidente do TJ-RJ é estúpida.

Vi diversas manifestações nas redes sociais de repúdio à execução da juíza, a grande maioria dessas manifestações de pessoas ligadas ao Direito. Acho que as pessoas deveriam se indignar com as mortes diárias do crime, com as pessoas comuns que são vítimas da bandidagem. Sentir-se indignado porque uma juíza morreu é puro oportunismo.

O fato é que ninguém, ou quase ninguém, cansa em levar uma vida politicamente correta. É muito mais conveniente e, no fim, agrada mais. Tenho certeza que boa parte das pessoas que frequentemene perdem tempo lendo o que escrevo esperava que eu fosse escrever um texto ácido criticando o crime.

Criticar o crime é fácil, principalmente quando a nossa sociedade dá mostras de que o crime compensa. Do mesmo modo é fácil demonstrar indignação com a morte de uma juíza que a maior parte das pessoas - tão indignadas - sequer conheciam, mas pelo fato de ser juíza...

Nosso povo é tão ridículo por vezes que é possível que ficassem todos indignados se algum maluco desse um tiro na cabeça do Sarney só por ele ser corrupto.


Abraço. Boa leitura.

11 de julho de 2011

Celebraremos!

Ver num dos jornais mais importantes do país que existe a posssibilidade de que um dos crimes do processo do Mensalão prescreva me faz sentir vergonha de ser brasileiro. É uma coisa que, pessoalmente, me faz acreditar cada vez menos naquela remota possibilidade de que as coisas podem mudar com naturalidade.

O processo em questão vem arrastando-se com vagareza na mais alta Corte do país desde que a Procuradoria da República teve sua denúncia recebida em 2007. É isso mesmo, há quatro anos um dos processos mais importantes da história do nosso país, aquele que poderia vir a ser o divisor de águas de uma nova era de moralidade, está prestes a prescrever parcialmente sem julgamento.

E eu arrisco a dizer que o Olimpo, digo o Supremo, vai manobrar para tal sem qualquer cerimônia. E, assim, o nosso tão desacreditado Judiciário vai ficando cada vez mais desacreditado. È lamentável, é deprimente e é preocupante, pelo menos para mim.

Ultimamente, tenho pensado muito uma tese de que apenas uma revolta popular nos moldes daquelas que viraram do avesso o mundo árabe poderia salvar nossa Nação. Só que aqui tem o Carnaval, as Festas Juninas, o Campeonato Brasileiro, uma infinidade de outros feriados, o Faustão aos domingos, e assim as pessoas vão elegendo outras prioridades, sempre têm algo mais importante com o que se preocupar.

Caberia aqui um trecho de uma música da Legião Urbana: "Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação (...) Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos. Tudo que é gratuito e feio, tudo o que é normal".


Abraço. Boa leitura.

5 de julho de 2011

Desastre de Ordem

Pouco menos de 90% dos bacharéis em Direito que se submeteram ao Exame de Ordem foram reprovados. Algumas instituições de ensino superior conseguiram a façanha de não ter nenhum egresso aprovado. O que se observa do quadro é um caos generalizado tomando conta das faculdades de Direito, fruto principalmente da banalização do ensino superior em nosso país.

Eu arriscaria dizer que a maior parte daqueles poucos que lograram êxito no Examde Ordem o fez não por mérito da faculdade que frenqüentaram durante quatro ou cinco anos, conseguiram por mérito próprio. Conseguiram porque foram as cadeiras da universidade em busca não de levar adiante a tradição familiar ou para realizar o sonho pessoal dos pais, mas foram em busca de ascensão social.

É esse, no fundo, o propósito de quem estuda pra valer. Mas isso é ainda mais raro nas cadeiras das faculdades de Direito, por melhores e mais dedicados que possam ser os professores, é difícil ensinar a quem não quer aprender. É difícil quando a grande maioria dos acadêmicos de Direito encaram a faculdade como extensão do ensino médio, e não é assim.

É em face desse tipo de pensamento que esse resultado desastroso no último Exame de Ordem não é uma culpa que pode ser atribuída apenas à dificuldade do Exame, à inépcia da maioria das faculdades particulares ou as dificuldades de português de alguns estudantes, esses são apenas agravantes dessa situação obituária do estudo das ciências jurídicas num país onde não se discutem perspectivas nas universidades, onde a discussão é o tipo de questão que a Fundação Getúlio Vargas vai utilizar no próximo Exame.

Não pode ser esse o propósito das universidades. Devemos ir para lá discutir cidadania, debater ideias e, principalmente, defender a justiça que tanto vem sendo maltratada nas mais diversas instâncias de nosso país.


Abraço. Boa leitura.

24 de junho de 2011

Nada Justifica!

Eu aprendi quando ainda nem entendia direito qualquer coisa que não se pode justificar um erro através de outro erro. Em um momento ou outro acho que deslizei e tentei fazer isso. Mas venho tentando mudar, pouco a pouco. Diferentemente dos "companheiros" do Partido dos Trabalhadores e da base governista, de uma forma geral.

Acontece que se você abre um jornal ou uma página na internet e encontra uma manchete parecida com essa:

"Prefeito do PT acusado de corrupção foge de ônibus"

E de repente faz uma crítica ao Partido dos Trabalhadores, definitivamente uma agremiação política exemplo de ética e respeito ao erário, logo aparece uma enxurrada de "companheiros" dizendo que Fulano de tal partido fez isso, que Beltrano com ligações com aquele outro partido também fez isso.

Numa ação ridícula querem, em outras palavras, dizer que o fato de Partido A ou Partido B terem, em outros tempos, tido seus nomes envolvidos em escândalos serve como "licença" para o PT e sua trupe estirparem os cofres públicos. Usam supostos "crimes" cometidos por outros como carta branca para cometerem os seus.

Está na hora de parar de querer fazer a sociedade de estúpida - tudo bem que vez por outra a sociedade é mesmo estúpida - ou então eu vou começar a achar que o que acontece de fato é que no fim os caciques do PT usam dos pobres militantes para defendê-los e os pobres militantes agem como pessoas anencéfalas ou então vendados por um sectarismo mais fervoroso que o fanatismo religioso do Islã.

Eu aposto que ainda vai aparecer alguém dizendo: "E o caso de Arruda?", e esses eu respondo que só os ignorantes são convictos que um erro pode justificar outro erro.


Abraço. Boa leitura.

14 de junho de 2011

Quem Vigia os Vigilantes?

Quando todos as deliberações são exauridas, todas as possibilidades de defender uma tese se encerram, quando não existe mais uma instância superior, a quem nós podemos recorrer? O poeta romano Juvenal, pergunta: "Quis custodiet ipsos custodes?" E o os senhores o que me dizem, quem vigia os vigilantes?

A primeira vez que li essa frase, em meados de 2007, foi num quadrinho - diga-se de passagem fantástico e altamente recomendável: Watchmen, de Alan Moore - e não li a sua versão em latim, mas em bom português mesmo, e depois fiquei curioso e tentei no Google, pra ver quem era o autor, foi quando descobri o original em latim. Mais deixemos de lado essa parte...

Ao que interessa, e desperta curiosidade, desde a primeira vez que vi essa frase até começar a escrever esse texto, por incontáveis vezes tenho me feito essa pergunta e de uma forma tão aleatória que por vezes sequer tento encontrar uma resposta. Mas noutro dia, numa dessas mesas de bar da vida, eu respondi sem me dar conta.

Transcrevo, preservando o nome dos presentes:

"- A decisão do STF [sobre Battisti] foi ridícula! - esbravejei.

- Mas, meu amigo, se não podemos acreditar no STF, em quem devemos acreditar?

- Eu acredito ali [falei apontado na direção da universidade], acredito nas cadeiras das universidades."


De imediato alguém me chamou atenção para o que eu acabara de dizer, e eu repeti o que acredito plenamente e mantenho. Mas isso não responde a pergunta inicial, não é mesmo?

Errado!

Responde, sim, e muito bem, diga-se de passagem. É o debate suscitado nas universidades de qualquer natureza, e não só as de Direito. É a renovação promovida pelo novo. É o idealismo latente nos jovens. Mas é aí, justamente no idealismo que nossa juventude é pobre, o sonho da maioria é um carro importado, um apartamento de luxo e uma conta bancária gorda.

Os vigilantes, sejam eles quem forem, só são fortes porque assim os tornamos, porque nós os colocamos num lugar superior e se preciso for os faremos descer e aprender de novo. É uma pena que a maioria dos jovens sejam babacas - inclusive eu por perder meu tempo escrevendo asneiras.

"Enquanto isso nas enfermarias todos os doentes estão cantando sucessos populares..."


Abraço. Boa leitura.

22 de maio de 2011

De Cara-Pintada a Cara-de-Pau

Primeiro pensei em falar sobre a Amanda Gurgel, depois o Palocci. Mas resolvi falar do movimento estudantil, poucos sabem o que isso significa, até mesmo a Wikipédia diz muito pouco sobre o movimento estudantil. E eu, também, não sou nenhum especialista, mas sou atrevido.

Eu aprendi nas aulas de História e Geografia que o movimento estudantil era sinônimo de credibilidade e respeito, tudo alcançado com sangue, suor e lágrimas. Me lembro de um livro de História que trazia uma foto do hoje senador Lindberg Farias, então presidente da UNE, com a cara pintada em verde e amarelo. Hoje o senador tem outra cara(-de-pau, quem sabe?).

O movimento estudantil hoje virou briga de partidos políticos por siglas estudantis como a UNE, UBES, USES, entre tantas outras. O motivo é simples: a intenção de usar o prestígio de tais siglas como trampolim político. O interesse dos estudantes passa longe, a renovação então, nem se fala.

A entrada de partidos políticos no comando de entidades envolvidas com o movimento estudantil criou uma nova classe de estudantes: os estudantes profissionais. Um bando de vagabundos que, sem ter perspectiva de crescimento, mantêm a todo custo seus vínculos escolares ou acadêmicos para permanecerem no comando de órgãos estudantis.

O retrato do movimento estudantil é a pobreza de ideias e propostas, o que está em disputa é simplesmente o poder pelo poder. É praticamente uma versão estudantil de nosso processo eleitoral. E eu lembro de ter ouvido que o Brasil era o país do futuro, por causa de sua juventude. Mas só se for outra geração, porque a minha, senhoras e senhores, está perdida.


Abraço. Boa leitura.

18 de maio de 2011

Nós Fala Português

É bem verdade que o português não é uma língua fácil de se lidar, eu mesmo outro dia afirmei que ninguém é bom em português, algumas pessoas tem uma noção mais ampla que outras, mas bom de verdade, ninguém é. Sempre fica um erro ou outro, mas é preciso aprender a corrigir e ser corrigido.

Mas é preciso que as pessoas coloquem limites nessa coisa de ser tolerável com erros de português. Não é concebível, por exemplo, a ideia de que o órgão responsável pela fiscalização da educação de nosso país, com status de Ministério, diga-se de passagem, não tome qualquer providência e, mais ainda, aceite que nossas crianças aprendam que os político é honesto.

Primeiro porque políticos, em regra, não são honestos, e segundo porque essa segregação que vem sendo promovida indiscriminadamente por setores do governo tem que ter um fim. Estão querendo rachar o país ao meio, de uma forma desleal querem jogar o povo contra o povo.

O cúmulo de tal ação é ensinar às nossas crianças que existe "preconceito lingüístico", mais que isso, é dizer que falar o português - já tão maltrado - de forma errada é correto, não é. É absurdo aliás. É querer combater a propagação da estupidez transformando todos em estúpidos. Não é querer promover a variação lingüística, é querer rachar o país em ricos em pobres, agora criando duas línguas portuguesas, a dos ricos e a dos pobres.

Se é pra ser assim então que não se ensine mais o português nas escolas, que cada um fale e escreva como achar melhor. Ou então, em breve, estarão ensinando como enganar uma pessoa, como obter vantagens de amizades com pessoas influentes para aumentar o patrimônio e concentrar poder, como convencer as pessoas de que não sabia de nada mesmo sabendo de tudo, entre outras mazelas que assolam nosso país.


Abraço. Boa leitura.


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"O indivíduo vai para a escola em busca de ascensão social", Evanildo Bechara.

12 de maio de 2011

Pobre não gosta de pobreza!

A responsável pelo meu retorno ao blog foi mais uma dessas "campanhas" da Internet que reúnem o supra-sumo da estupidez humana.

Tudo começou quando moradores do bairro nobre de Higienópolis reclamaram da futura construção de uma estação de metrô no bairro, dentre outros motivos, pelo fato de que estações como essa costumam reunir "drogados, mendigos, uma gente diferenciada...." conforme disse uma moradora do bairro em entrevista à Folha.

Logo uma multidão de revoltados com o dito começaram a fazer uma balbúrdia sem tamanho com o bairro de Higienópolis e com a tal expressão "gente diferenciada".

Von Mises possui uma teoria interessante que diz que as idéias socialistas tendem a proliferar em países mais desenvolvidos porque "quanto mais riqueza, mais inveja." E esse caso é um exemplo perfeito de como o economista austríaco estava certo.

Ora, ninguém é obrigado a gostar de ver a sua vizinhança frequentada por mendigos e drogados! Mas pronunciar uma tal frase no Brasil soa como um insulto grave aos ouvidos daqueles que gostam de tratar os mendigos, os drogados, as prostitutas e outras figuras exóticas da nossa civilização como animais de laboratório a terem sua realidade analisada (de preferência "analisada" num documentário chato para o cinema que ninguém vai assistir).

O que se vê na internet são multidões a dizer que vão fazer uma grande mobilização. Um enorme "churrasco só de 'gente diferenciada'" em Higienópolis com a intenção (velada ou explícita) de humilhar os ricos, mostrando para eles o quanto se orgulham da própria condição "diferenciada". Bom suspeito que a verdadeira "gente diferenciada" mencionada pela senhorinha higienopolitana não tem acesso a internet, certo? Então quem é esse pessoal que vai fazer papel de palhaço no bairro chique paulistano?

Sabe aquele pessoal que inventou a tal "estética da fome" nas décadas de 50 e 60? Pois bem, são os seus discípulos dos dias de hoje que, com uma ótica esquisita, veem beleza na fome e na miséria. É o tal pessoal que tem "orgulho de ser pobre" e que odeia os ricos pelo simples fato de eles serem....ricos!

Mises chamaria de inveja. Eu chamo de estupidez mesmo. De preconceito. Existem muitos ricos legais e muitos pobres canalhas. O amor excessivo pelas coisas materiais com certeza pode estragar um ser humano, mas esse amor manifesta-se tanto em quem as têm quanto em quem não às têm mas as inveja do fundo de sua alma.

Chesterton foi capaz de resumir esse pensamento de maneira exemplar num de seus muitos aforismos: "Por especialistas em pobreza eu não quero dizer sociólogos, mas homens pobres."

E os pobres, podem perguntar a qualquer deles, não gostam da pobreza!

"Não se tornam os pobres mais ricos tornando-se os ricos mais pobres"
(Winston Churchill)

5 de maio de 2011

E o País Pode Virar um Puteiro...

O Brasil é um país engraçado, alguns dizem que somos a maior democracia do mundo, mas democracia se mede em tamanho ou em qualidade? Outros dizem que somos a oitava economia do mundo, mesmo que praticamente um quinto da população esteja vivendo abaixo da linha de pobreza, é possível? Esses dois exemplos são apenas simples ilustrações da mentira que vivemos.

Mas hoje a nossa Corte Constitucional, o STF, que deve preservar e garantir o fiel cumprimento da da nossa Carta Magna resolveu brincar de legislar, pior que isso extrapolou todos os limites de sua competência e emendou a Constituição. O pretexto para tal golpe - e não vem outra palavra em mente - é o reconhecimento do casamento civil entre homossexuais.

E eu não vou a priori falar do fato em si - o reconhecimento -, mas da afronta que se faz ao Estado de Direito. Quando Montesquieu escreveu "O Espírito das Leis" e idealizou a ideia da tripartição dos poderes num sistema de pesos e contrapesos, ele jamais imaginou que algo assim pudesse acontecer. Embora o STF já viesse tendo essa mania feia de legislar, hoje ele resolveu emendar a Constituição, numa clara invaão à competência do Congresso Nacional.

Sobre o reconhecimento da união civil entre homossexuais, eu acho que há no mínimo um equívoco imenso na forma como as pessoas estão encarando essa decisão e as conseqüências desse equívoco podem ser desastrosas. Os simpatizantes desse tipo de relação estão encarando a decisão do STF como apologia ao homossexualismo, mais que isso estão bradando isso aos quatro cantos.

O STF resolveu uma questão de Direito, e por mais que, ao meu ver, tenha sido um posicionamento constitucionalmente equivocado, não é possível recorrer à instância superior, ponto.

Não achar o homossexualismo uma prática legal, uma prática que deve ser moral e socialmente aceita não é preconceito. Eu não sou um moralista nato, faço coisas que são moral e socialmente inaceitáveis e não escondo isso, mas isso não me tira o direito de achar que de uma forma ampla o homossexualiso é mais prejudicial que benéfico à sociedade de uma forma ampla.

O brasileiro não sabe ser homossexual, acha que pra ser homossexual tem que se vestir como uma "drag-queen", falar palavrão sem medidas e usar o banheiro feminino. Desta forma admitir legalmente a união entre homossexuais é um passo perigoso no sinuoso caminho da depravação dos costumes, ainda que eu não me preocupe demasiadamente com isso tenho certeza que a maioria das pessoas se preocupa.

Desafio aqui qualquer heterossexual que tenha filhos a dizer que quer ter um filho homossexual, o preconceito está mascarado e corre nas veias da sociedade, do mais pobre ao mais rico, do limpador de carros ao executivo, do analfabeto ao doutor em sociologia, todos tem restrições aos homossexuais, me arrisco a dizer que sempre terão.

Sinceramente eu tenho um desejo, quase um apelo, pessoal de que essa questão se encerre por aí, que não comecem a falar em bigamia, poligamia, entre outros institutos pouco ortodoxos do "Direito das Famílias" - foi essa a expressão usada no STF, não foi?


Abraço. Boa leitura.


"Transformam o país inteiro num puteiro, porque assim se ganha mais dinheiro..." (Cazuza)