Atenção! O texto abaixo é uma cópia não autorizada!
Quem escreveu foi minha irmã do coração. E eu gostei, ficou parecido com o que eu penso.
Só pensamentos
São dificuldades todos os dias, cuidados com amores,
Com família, e comigo?
Às vezes penso a quem pedirei abrigo
Ou é melhor me refugiar em mim?
É o risco que fica, mesmo quando apagado
Esse papel que a vida a gente escreve
E escolhe entre o certo e o errado,
Entre o sim e o não.
Entre o amor e a solidão.
E eu fico com o amor,
Porque apesar de toda dor,
É quem me traz à razão.
Natália Louise
18 de agosto de 2009
Sorte de hoje
"Caminhando contro o vento, sem lenço, sem documento", sábio Caetano, me pergunto de onde ele tirou essa letra, não só ela mas tantas outras que facilmente se traduzem nos caminhos de muita gente por esse mundo. Mas não vou falar do Caetano e suas letras, a idéia hoje é falar de uma coisa que de vez em quando me assusta: as "sorte de hoje" do Orkut.
Por vezes são só besteira, mas outras nem tanto. Sempre me pergunto se é mera coincidência ou se é algum tipo de força oculta que se manifesta dessa forma, não é ironia, de verdade fico assustado com algumas "coincidências".
Mas e o que é mesmo sorte? A verdade é que a sorte é um produto do caos, da aleatoriedade, ou mais humanamente falando, sorte e acaso são a mesmíssima coisa.
E nesse acaso caótico que coisas de dar arrepio acontecem, o Orkut, por vezes, nos dá lições de moral, nos dá motivação, ou simplesmente nos assusta com a tal "sorte de hoje".
Como sempre, as palavras ficam mal-organizadas e sempénemcabeça, mas dá pra tirar algum proveito. Termino citando a composição de Sérgio Britto, dos Titãs: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído". E faço uma pergunta pra encerrar: mas e se eu não "andar distraído"?
Abraço. Boa leitura.
Por vezes são só besteira, mas outras nem tanto. Sempre me pergunto se é mera coincidência ou se é algum tipo de força oculta que se manifesta dessa forma, não é ironia, de verdade fico assustado com algumas "coincidências".
Mas e o que é mesmo sorte? A verdade é que a sorte é um produto do caos, da aleatoriedade, ou mais humanamente falando, sorte e acaso são a mesmíssima coisa.
E nesse acaso caótico que coisas de dar arrepio acontecem, o Orkut, por vezes, nos dá lições de moral, nos dá motivação, ou simplesmente nos assusta com a tal "sorte de hoje".
Como sempre, as palavras ficam mal-organizadas e sempénemcabeça, mas dá pra tirar algum proveito. Termino citando a composição de Sérgio Britto, dos Titãs: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído". E faço uma pergunta pra encerrar: mas e se eu não "andar distraído"?
Abraço. Boa leitura.
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11 de agosto de 2009
Ganhar ou ganhar?
Mais um conto do meu "baú sempénemcabeça". Divirtam-se mais uma vez.
Ganhar ou ganhar?
Ele olhou pela janela do quarto, viu o sol se nascendo. E um filme de sua vida passou diante de seus olhos, tudo que ele desejara a vida inteira era apenas ser livre. Livre do mundo, livre no mundo, livre de dores, de angústias, livre de certos vícios, e de certas virtudes. Naquele momento tinha certeza que não estava arrependido de nenhuma das coisas que tinha feito, das escolhas que tinha tomado, dos caminhos que tinha seguido.
Mas uma dúvida que jamais sanaria ainda o incomodava: quem ele era ou quem ele poderia ter sido, qual o melhor que ele pudera ser? Não importava o quanto ele estava bem naquele momento, e o quanto ele poderia estar mal, mesmo sem estar arrependido ele estava atormentado.
Mas o que ele poderia ter mais? Já tinha o emprego que sempre sonhou, já era dono dos próprios caminhos, já havia realizado quase tudo que sempre desejara com intensa paixão durante a vida inteira. É isso mesmo, paixão pelos sonhos e por fazê-los se tornarem reais, essa paixão o havia movido a vida inteira, por caminhos hora sinuosos, hora cheios de pedras, hora linhas retas e fáceis de seguir.
Mas de nada adiantaria, o seu tormento existiria da mesma forma, muito embora pudesse ser pior. Não importava como tinha seguido sua vida, a dúvida de ter escolhido o outro lado da moeda iria sempre incomodá-lo.
De repente, uma leve garoa começou a cair, mesmo com o céu claro, limpo e ensolarado. O resultado foi um arco-íris incrível, que ele jamais havia vislumbrado antes, e que trouxe consigo uma doce lembrança. E então ele parou, era como se todo o tormento de sua vida tivesse simplesmente deixado de existir. Finalmente, ele pode perceber que, de fato, tudo pode ser, percebeu que não havia escolha "certa" ou "errada", era uma escolha, mas era ganhar ou ganhar.
Virou-se para o quarto, e observou atentamente sua esposa, enquanto uma lágrima suavemente cruzava o seu rosto. E naquele instante arrependia-se verdadeiramente pela primeira vez em sua vida. Percebera que jamais deveria ter pensado tanto naquilo que o atormentava, pois esse tormento sim havia arruínado sua vida. Não se tratava de ser melhor ou pior, se tratava de querer agradar a gregos e tróianos, e todos sabemos que isso não é possível.
Deitou-se na cama ao lado da esposa, abraçou-a e com ambos despidos sentiu o calor de seu corpo junto ao dela, a sensação que outrora temeu jamais sentir de novo, agora simplesmente o fazia sentir-se invunerável. E muito embora não se tratasse disso, sabia que agora estaria preparado para tudo que pudesse acontecer, e que tudo poderia acontecer.
Abraço. Boa leitura.
Ganhar ou ganhar?
Ele olhou pela janela do quarto, viu o sol se nascendo. E um filme de sua vida passou diante de seus olhos, tudo que ele desejara a vida inteira era apenas ser livre. Livre do mundo, livre no mundo, livre de dores, de angústias, livre de certos vícios, e de certas virtudes. Naquele momento tinha certeza que não estava arrependido de nenhuma das coisas que tinha feito, das escolhas que tinha tomado, dos caminhos que tinha seguido.
Mas uma dúvida que jamais sanaria ainda o incomodava: quem ele era ou quem ele poderia ter sido, qual o melhor que ele pudera ser? Não importava o quanto ele estava bem naquele momento, e o quanto ele poderia estar mal, mesmo sem estar arrependido ele estava atormentado.
Mas o que ele poderia ter mais? Já tinha o emprego que sempre sonhou, já era dono dos próprios caminhos, já havia realizado quase tudo que sempre desejara com intensa paixão durante a vida inteira. É isso mesmo, paixão pelos sonhos e por fazê-los se tornarem reais, essa paixão o havia movido a vida inteira, por caminhos hora sinuosos, hora cheios de pedras, hora linhas retas e fáceis de seguir.
Mas de nada adiantaria, o seu tormento existiria da mesma forma, muito embora pudesse ser pior. Não importava como tinha seguido sua vida, a dúvida de ter escolhido o outro lado da moeda iria sempre incomodá-lo.
De repente, uma leve garoa começou a cair, mesmo com o céu claro, limpo e ensolarado. O resultado foi um arco-íris incrível, que ele jamais havia vislumbrado antes, e que trouxe consigo uma doce lembrança. E então ele parou, era como se todo o tormento de sua vida tivesse simplesmente deixado de existir. Finalmente, ele pode perceber que, de fato, tudo pode ser, percebeu que não havia escolha "certa" ou "errada", era uma escolha, mas era ganhar ou ganhar.
Virou-se para o quarto, e observou atentamente sua esposa, enquanto uma lágrima suavemente cruzava o seu rosto. E naquele instante arrependia-se verdadeiramente pela primeira vez em sua vida. Percebera que jamais deveria ter pensado tanto naquilo que o atormentava, pois esse tormento sim havia arruínado sua vida. Não se tratava de ser melhor ou pior, se tratava de querer agradar a gregos e tróianos, e todos sabemos que isso não é possível.
Deitou-se na cama ao lado da esposa, abraçou-a e com ambos despidos sentiu o calor de seu corpo junto ao dela, a sensação que outrora temeu jamais sentir de novo, agora simplesmente o fazia sentir-se invunerável. E muito embora não se tratasse disso, sabia que agora estaria preparado para tudo que pudesse acontecer, e que tudo poderia acontecer.
Abraço. Boa leitura.
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8 de agosto de 2009
Sorrir
Sorrir
Quando não houver mais lágrimas, sorria.
Quando não houver mais tristeza, sorria.
Quando não houver mais dor, sorria.
Quando não houver mais solidão, sorria.
Sorria sempre,
esqueça as lágrimas,
esqueça as tristezas,
esqueça as dores,
esqueça a solidão,
só sorria.
Abraço. Boa Leitura.
Quando não houver mais lágrimas, sorria.
Quando não houver mais tristeza, sorria.
Quando não houver mais dor, sorria.
Quando não houver mais solidão, sorria.
Sorria sempre,
esqueça as lágrimas,
esqueça as tristezas,
esqueça as dores,
esqueça a solidão,
só sorria.
Abraço. Boa Leitura.
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7 de agosto de 2009
Respostas
Há muito tempo não coloco um conto aqui. Por hoje, tem algo interessante. Divirtam-se.
Respostas...
Não havendo mais nada que pudesse fazer, sem conseguir pensar em nada que pudesse acalmá-lo, ele saiu na varanda do seu apartamento e olhando o mundo do décimo terceiro andar levou a mão ao bolso e retirou mais um cigarro. Enquanto sentia a fumaça entrar e sair em seu pulmão, pensou em infinitas possibilidades, pensou em qual o sentido de tudo que acontecia e, ao terminar o cigarro, observou enquanto o filtro caia do alto até o chão da rua.
Fechou os olhos e ouviu atentamente enquanto as gotas do sereno tocavam cada superfície ao seu redor, mesmo com o vento forte daquela altura, era mais fácil ouvir dali do que do térreo. Sentiu os olhos marejarem e os abriu, deixando que uma lágrima solitária e quente percorresse todo o seu rosto. Olhou para trás e se perguntou quem era, e não encontrou a resposta.
Seria melhor se o tempo tivesse parado, se as escolhas nunca tivessem sido necessárias, mas dessa forma não teria vivido, não teria nada para contar. Sorriu e voltou a sua cama. Olhou para a escrivaninha, para os porta-retratos. Em cada um deles uma lembrança feliz, e quando somadas todas as lembranças, um vazio e uma tristeza sem fim apertando-lhe o peito.
Fechou os olhos, desejou dormir, mas não conseguiu. Levantou-se foi até o bar, pegou um de seus uísques preferidos, encheu um copo e bebeu sentido o gosto quente, amargo e saboroso ao mesmo tempo. Sentia que estava bebendo o néctar dos deuses, a única coisa que conseguia lhe trazer alguma paz durante toda a vida, uma maldita bebida, algo que sempre lhe dera prazer, mas agora apenas aliava as dores intermináveis que assombravam sua alma.
Nunca desejara não sentir tais dores, nunca se arrependera por ter cometido tantos erros. Mas sempre tomava alguns goles para aliviar as dores e arrepender-se por uns instantes. No fundo sentia saudades da vida que nunca tivera, sentia saudades de tudo que poderia ter se tornado. Sentia saudades de alguém que nunca existiu de fato, de alguém que sempre quis ser.
O dia estava amanhecendo os primeiros raios de sol já atingiam a varanda, olhou para o criado mudo desejando que ele falasse algo, sentou na cama e começou a colocar as botas, depois vestiu sua camisa, colocou os coldres, pegou suas pistolas, colocou o paletó por cima, apanhou sua insígnia, as chaves do quarto e desceu ao lobby do prédio. No saguão foi cumprimentado por algumas pessoas que chegavam de alguma festa, foi até a recepção tomou uns goles de café com o porteiro, acendeu um cigarro em seguida e dirigiu-se ao estacionamento. Começava mais um dia de trabalho, trabalho sem sentido, o sonho que sempre tivera, mas que de fato nunca vivera.
Abraço. Boa Leitura.
Respostas...
Não havendo mais nada que pudesse fazer, sem conseguir pensar em nada que pudesse acalmá-lo, ele saiu na varanda do seu apartamento e olhando o mundo do décimo terceiro andar levou a mão ao bolso e retirou mais um cigarro. Enquanto sentia a fumaça entrar e sair em seu pulmão, pensou em infinitas possibilidades, pensou em qual o sentido de tudo que acontecia e, ao terminar o cigarro, observou enquanto o filtro caia do alto até o chão da rua.
Fechou os olhos e ouviu atentamente enquanto as gotas do sereno tocavam cada superfície ao seu redor, mesmo com o vento forte daquela altura, era mais fácil ouvir dali do que do térreo. Sentiu os olhos marejarem e os abriu, deixando que uma lágrima solitária e quente percorresse todo o seu rosto. Olhou para trás e se perguntou quem era, e não encontrou a resposta.
Seria melhor se o tempo tivesse parado, se as escolhas nunca tivessem sido necessárias, mas dessa forma não teria vivido, não teria nada para contar. Sorriu e voltou a sua cama. Olhou para a escrivaninha, para os porta-retratos. Em cada um deles uma lembrança feliz, e quando somadas todas as lembranças, um vazio e uma tristeza sem fim apertando-lhe o peito.
Fechou os olhos, desejou dormir, mas não conseguiu. Levantou-se foi até o bar, pegou um de seus uísques preferidos, encheu um copo e bebeu sentido o gosto quente, amargo e saboroso ao mesmo tempo. Sentia que estava bebendo o néctar dos deuses, a única coisa que conseguia lhe trazer alguma paz durante toda a vida, uma maldita bebida, algo que sempre lhe dera prazer, mas agora apenas aliava as dores intermináveis que assombravam sua alma.
Nunca desejara não sentir tais dores, nunca se arrependera por ter cometido tantos erros. Mas sempre tomava alguns goles para aliviar as dores e arrepender-se por uns instantes. No fundo sentia saudades da vida que nunca tivera, sentia saudades de tudo que poderia ter se tornado. Sentia saudades de alguém que nunca existiu de fato, de alguém que sempre quis ser.
O dia estava amanhecendo os primeiros raios de sol já atingiam a varanda, olhou para o criado mudo desejando que ele falasse algo, sentou na cama e começou a colocar as botas, depois vestiu sua camisa, colocou os coldres, pegou suas pistolas, colocou o paletó por cima, apanhou sua insígnia, as chaves do quarto e desceu ao lobby do prédio. No saguão foi cumprimentado por algumas pessoas que chegavam de alguma festa, foi até a recepção tomou uns goles de café com o porteiro, acendeu um cigarro em seguida e dirigiu-se ao estacionamento. Começava mais um dia de trabalho, trabalho sem sentido, o sonho que sempre tivera, mas que de fato nunca vivera.
Abraço. Boa Leitura.
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4 de agosto de 2009
Insônia: o Estágio para a Loucura
Chega a madrugada fria mais uma vez, e me perco por essas linhas mal escritas, e pouco lidas é verdade. Agradeço a todos que perdem tempo vindo aqui e lendo um pouco do que escrevo. Ultimamente tenho escrito nas madrugadas, frases sem sujeito, poesias sem rima, coisas que já não surtem mais efeito. Mas é que não tenho muito sono, por um motivo ou outro, alguns chamam isso de insônia, eu chamo de estágio para a loucura.
Parafraseando Cazuza e Frejat, a insônia nos convence diaramente que o céu faz tudo ficar infinito. Mas se não dormimos, como podemos sonhar?
Porque sonhar e viver são quase a mesma coisa, vivemos porque sonhamos, e sonhamos porque vivemos. Só há uma única diferença, vivemos de olhos abertos.
Noites de sono perdido, noites de insônia, noites sem sonhos. São noites frias, escuras e solitárias. São noites sem céu.
O poeta precisa da noite, para sonhar, para ter seus devaneios, para ser um pouco lunático, afinal, costumam dizer que alguém é "de lua" quando esse alguém é meio "louco".
As palavras como sempre são escassas ou sem sentido, termino citando Goethe, termino torcendo para conseguir encostar a cabeça no travesseiro e ter bons sonhos. "Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor."
Abraço. Boa leitura.
P.S.: Qualquer semelhança do título com o "Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam, não é mera coincidência.
Texto revisado: Cláudia Brito :)
Parafraseando Cazuza e Frejat, a insônia nos convence diaramente que o céu faz tudo ficar infinito. Mas se não dormimos, como podemos sonhar?
Porque sonhar e viver são quase a mesma coisa, vivemos porque sonhamos, e sonhamos porque vivemos. Só há uma única diferença, vivemos de olhos abertos.
Noites de sono perdido, noites de insônia, noites sem sonhos. São noites frias, escuras e solitárias. São noites sem céu.
O poeta precisa da noite, para sonhar, para ter seus devaneios, para ser um pouco lunático, afinal, costumam dizer que alguém é "de lua" quando esse alguém é meio "louco".
As palavras como sempre são escassas ou sem sentido, termino citando Goethe, termino torcendo para conseguir encostar a cabeça no travesseiro e ter bons sonhos. "Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor."
Abraço. Boa leitura.
P.S.: Qualquer semelhança do título com o "Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam, não é mera coincidência.
Texto revisado: Cláudia Brito :)
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3 de agosto de 2009
Licença Poética
Olá a todos, mais uma vez estou aqui trazendo as palavras nem sempre claras e, ocasionalmente, desajeitadas. Na verdade hoje eu queria escrever, simplesmente por estar com vontade, queria escrever qualquer bobagem. Preciso confessar que não tenho nada em mente para escrever, por isso estou enrolando um pouco, enquanto penso.
Sabem aquelas músicas da nossa infância - isso para quem é da minha geração -, tipo Balão Mágico, Xuxa, entre outras que me fogem à lembrança? Pois é, naquele tempo as crianças ouviam algo com significado e hoje em dia até a Xuxa canta: "Cinco macaquinhos pulavam na cama, um caiu com a cabeça no chão...".
Sinceramente prefiro quando ela cantava algo como: "Tudo pode ser, se quiser será, o sonho sempre vem pra quem sonhar. Tudo pode ser, só basta acreditar, tudo que tiver de ser, será". Quando a gente era criança, talvez nem parasse para pensar nisso, embora muitas vezes acreditássemos nessas palavras sem ao menos perceber.
O tempo passa, a gente cresce, e a maioria de nós deseja não ter crescido. Isso se chama saudade da infância. É aí que quando ouvimos isso de novo, paramos e pensamos um pouco no significado dessas palavras. Não sei precisar ao certo se é possível acreditar de verdade nisso depois que viramos "gente grande". Mas é bem verdade que a vida nos prega algumas peças, ou nos dá certas lições, que nos lembram realmente que tudo pode ser.
Só não entendi ainda o porquê do título da postagem, mas talvez seja isso mesmo, licença poética. Agora há pouco fiz uma rima em inglês que achei legal.
You don't have to hide your face
You don't have to hide when sunrise
You must not fall on disgrace
But you need to make your choice wise
Traduzindo para que não tenham o trabalho de traduzir, acho que não vai rimar, mas e daí?!
Você não tem que esconder seu rosto
Você não tem que se esconder ao amanhecer
Você não deve cair em desgraça
Mas você tem que fazer sua escolha sábia
Dava até pra fazer uma rima adaptada.
Você não tem que esconder sua graça
Você não tem que se esconder ao amanhecer
Você não dever cair em desgraça
Mas você tem que fazer sua escolha valer
No mais, por hoje é só.
Abraço. E boa leitura.
Revisão: Cláudia Brito =) Boa leitura.
Sabem aquelas músicas da nossa infância - isso para quem é da minha geração -, tipo Balão Mágico, Xuxa, entre outras que me fogem à lembrança? Pois é, naquele tempo as crianças ouviam algo com significado e hoje em dia até a Xuxa canta: "Cinco macaquinhos pulavam na cama, um caiu com a cabeça no chão...".
Sinceramente prefiro quando ela cantava algo como: "Tudo pode ser, se quiser será, o sonho sempre vem pra quem sonhar. Tudo pode ser, só basta acreditar, tudo que tiver de ser, será". Quando a gente era criança, talvez nem parasse para pensar nisso, embora muitas vezes acreditássemos nessas palavras sem ao menos perceber.
O tempo passa, a gente cresce, e a maioria de nós deseja não ter crescido. Isso se chama saudade da infância. É aí que quando ouvimos isso de novo, paramos e pensamos um pouco no significado dessas palavras. Não sei precisar ao certo se é possível acreditar de verdade nisso depois que viramos "gente grande". Mas é bem verdade que a vida nos prega algumas peças, ou nos dá certas lições, que nos lembram realmente que tudo pode ser.
Só não entendi ainda o porquê do título da postagem, mas talvez seja isso mesmo, licença poética. Agora há pouco fiz uma rima em inglês que achei legal.
You don't have to hide your face
You don't have to hide when sunrise
You must not fall on disgrace
But you need to make your choice wise
Traduzindo para que não tenham o trabalho de traduzir, acho que não vai rimar, mas e daí?!
Você não tem que esconder seu rosto
Você não tem que se esconder ao amanhecer
Você não deve cair em desgraça
Mas você tem que fazer sua escolha sábia
Dava até pra fazer uma rima adaptada.
Você não tem que esconder sua graça
Você não tem que se esconder ao amanhecer
Você não dever cair em desgraça
Mas você tem que fazer sua escolha valer
No mais, por hoje é só.
Abraço. E boa leitura.
Revisão: Cláudia Brito =) Boa leitura.
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24 de julho de 2009
Morte em vida
Tentando me readaptar a rotina que já tinha praticamente abandonado, volto a postar. "Matar um homem é uma coisa infernal. Você tira tudo o que ele tem, e o que ele poderia ter". Essa frase brilhante só podia ser de um filme de faroeste, de um dos melhores faroestes de todos os tempos, Os Imperdoáveis, com Clint Eastwood, e é o próprio quem fala isso enquanto vive o "matador de mulheres e crianças", Willie Munny. Mas como falamos de filmes, de bandidos e mocinhos, a personagem Electra King em um dos recentes filmes de James Bond, questionou: "de que adianta viver, se não pode sentir-se vivo?"
Parando um pouco pra pensar, me pergunto: é possível então tirar a vida de alguém sem matá-lo? Ou matá-lo sem tirar-lhe a vida? A resposta talvez não exista. Ou simplesmente não podemos enxergar. Ou ainda simplesmente não compreendamos.
Mas esse não é o foco. Quero falar do que disse Willie Munny, sobre tirar "tudo que ele [um homem] tem, e o que ele poderia ter". Se for possível tirar isso de alguém sem matá-lo, certamente esse alguem morreria depois. Mas tudo que temos e o que podemos ser é algo muito difícil de ser mensurado, avaliado ou sequer imaginado.
E quando morremos em vida? Quando alguém importante morre e morremos junto, quando alguém nos deixa para trás e ficamos sozinhos, quando olhamos pra frente e damos de cara com um espelho que só nos mostra o que deixamos para trás. A dor é ainda maior, é como "viver sem sentir-se vivo". Mas há cura para isso, e a cura pode ser passageira só pra que fiquemos bem, ou pode ser duradoura para que estejamos sempre bem, cabe a cada um tomar a dose que mais lhe agrade.
Não sei se ficou claro, mas quem lê isso aqui faz tempo já está acostumado as coisas sempénemcabeça que aparecem de vez em quando.
Abraço. Boa leitura.
Revisora depois passe aqui.
Revisora passou por aqui: Cláudia Brito.
Parando um pouco pra pensar, me pergunto: é possível então tirar a vida de alguém sem matá-lo? Ou matá-lo sem tirar-lhe a vida? A resposta talvez não exista. Ou simplesmente não podemos enxergar. Ou ainda simplesmente não compreendamos.
Mas esse não é o foco. Quero falar do que disse Willie Munny, sobre tirar "tudo que ele [um homem] tem, e o que ele poderia ter". Se for possível tirar isso de alguém sem matá-lo, certamente esse alguem morreria depois. Mas tudo que temos e o que podemos ser é algo muito difícil de ser mensurado, avaliado ou sequer imaginado.
E quando morremos em vida? Quando alguém importante morre e morremos junto, quando alguém nos deixa para trás e ficamos sozinhos, quando olhamos pra frente e damos de cara com um espelho que só nos mostra o que deixamos para trás. A dor é ainda maior, é como "viver sem sentir-se vivo". Mas há cura para isso, e a cura pode ser passageira só pra que fiquemos bem, ou pode ser duradoura para que estejamos sempre bem, cabe a cada um tomar a dose que mais lhe agrade.
Não sei se ficou claro, mas quem lê isso aqui faz tempo já está acostumado as coisas sempénemcabeça que aparecem de vez em quando.
Abraço. Boa leitura.
Revisora depois passe aqui.
Revisora passou por aqui: Cláudia Brito.
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