16 de novembro de 2010

É Vencer ou Vencer...

O segundo colocado, segundo Nelson Piquet, é o primeiro perdedor. Para muitos isso seria uma afronta à esportividade, ao espírito esportivo e mais uma pá de ideais politicamente corretos do tipo: "O importante é competir".

Mas Piquet tem razão. Afinal, a verdadeira razão do esporte é vencer. Ninguém vai lembrar quem foi o segundo colocado, ou quem foi o vice-campeão. No futuro vamos lembrar quem foi o vencedor, o campeão. Daqui dez anos vamos nos lembrar que o alemão Sebastian Vettel foi o campeão mais novo da Fórmula 1 em 2010. E, em quase todo o mundo, ninguém vai lembrar que o vice foi Fernando Alonso.

"Em quase todo o mundo"?

Na Itália as coisas são um pouco diferentes quando se trata daquele carro vermelho e do cavalo rampante. A derrota de Alonso no domingo, por um erro grosseiro de estratégia da Ferrari, que não aconteceria nos tempos de Ross Brown e Jean Todt, vai custar a ser esquecida.

O sentimento lá é de que a culpa foi da Scuderia, que o time vermelho desperdiçou a chance de Alonso vencer. E lá as coisas acabam se extendendo para outros rumos, a derrota acabou se tornando uma questão política.

O ministro de gabinete do primeiro-ministro italiano chegou a sugerir que Luca de Montezemolo, presidente da Ferrari, fosse demitido. A reação do italiano, foi sutil e ridicularizou o ministro. Mas é isso, na Itália, quando a Scuderia perde alguém leva a culpa.

A paixão italiana pelo carro vermelho é tão grande, ou maior, que a paixão do brasileiro pelo futebol. Falem mal da comida, mas não da Ferrari.


Abraço. Boa leitura.

9 de novembro de 2010

Nossas Lutas e Nossas Crenças

Não me recordo se já havia postado esse texto antes, mas enfim, estou com vontade de postá-lo agora, mesmo que o tenha escrito há mais de 3 anos - puxa! como o tempo passa rápido.

***

Às vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer.

Como eu disse às vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer, mesmo sabendo que não podemos vencê-las, nós lutamos até o fim. Toda essa porcaria não é por um motivo banal ou por uma questão de respeito. Lutamos porque é aquilo que queremos. Exatamente isso, não é por um motivo banal nem por questão de respeito alguma. Simplesmente por ser o que queremos, por uma questão de honra. Por querermos mostrar que somos capazes ir até o fim por aquilo que queremos.

Em outros tempos muitos homens morreram por isso, por honra. Fizeram o que tinha que ser feito, pois acreditavam que era assim que as coisas deviam acontecer. Lutaram até o fim em batalhas perdidas antes mesmo de começar e fizeram isso por honra, e não por capricho. Eles lutaram até o fim por que quiseram e porque acreditavam nisso.

Mas hoje em dia as pessoas não pensam mais assim. Hoje em dia ninguém mais valoriza a honra o maior dentre todos os valores humanos. Ganância, cobiça, tão negra a cobiça do homem, a busca pelo poder, isso é tudo que importa para todos, inclusive para mim. O poder, o controle das coisas, desde tempos imemoriais sempre foi o que o homem quis para si. Mesmo que por muito tempo ele tenha se apegado a outros valores. E é essa busca pelo poder que, cada vez mais, está presente no nosso dia-a-dia. Seria isso uma busca ou uma doença?

Estou escrevendo toda essa bobagem não para você que está lendo, eu não dou a mínima para o fato de se você vai ler ou o que vai pensar quando ler, pouco me importa. Estou escrevendo para mim. Mas não espero que isso mude nada. Estou escrevendo, pois a única forma de fazermos com que aquilo que escrevemos leve alguém que lê a acreditar ou, mesmo sem acreditar, pelo menos considere o que está escrito, não é escrevendo para os outros e sim escrevendo para si mesmo e acreditando no que está escrito. Mas como eu disse: eu não acredito.

Isso é tudo que eu tenho para dizer. E você deve estar achando que eu sou um idiota, quem sabe eu seja. Toda essa bobagem é para, quem sabe, se um dia eu acreditar em mim mesmo, acreditar no que eu escrevi. E quem sabe nesse momento outras pessoas também acreditem. Se esse dia vai chegar eu não sei, quem sabe em outra vida ou quando for tarde demais. Quem sabe... ninguém sabe... em lugar nenhum... em tempo algum... pouco importa.


Abraço. Boa leitura.

7 de novembro de 2010

Inspiração

Inspiração

E a fase de poeta tem voltado,
O estado, de graça, ficado
Em verso e rima poetiso,
Sentimentos e emoções eternizo

Desde a primavera colorida
Passando pelo verão ardente
No outono, das flores: a caída
Até o inverno que frio sente
Passa a poesia cheia de vida
E inspira o poeta em sua mente

3 de novembro de 2010

Saudade, Saudade

Saudade, Saudade

Pense numa saudade danada
Numa saudade sem rima
Que sinto da minha menina
A quem eu chamo de amada

Saudade vivida, sentida
Uma canção cheia de melodia
Canção de amor e de alegria
Cantada na hora da partida

E o trem se foi veloz
Quase rasgando o vento
Ligeiro como pensamento
Só deixou saudade em nós

2 de novembro de 2010

Mais Uma Poesia

Mais uma poesia

Mais uma poesia
Sem querer cheia de saudade
E também de alegria

Pés descalços na areia
No rosto bate a maresia
No peito a paixão incendeia

Saudade dela
Pensando nela
Querendo estar com
Ela

31 de outubro de 2010

Hoje, Amanhã e Por Fim Ontem

Deixo bem claro minha posição, votei no Serra. Nunca votaria em Dilma. E me reservo no direito de não argumentar minhas razões, porque a campanha acabou.

Lula é a exceção a todas as regras. É possível que nunca apareça uma figura política tão carismática quanto ele, mas Lula não é um estadista, mostrou isso durante a campanha. É um mero cabo eleitoral, colocou Dilma embaixo do braço, saiu pelo Brasil e a fez presidente.

Transformou uma desconhecida em Presidente da República. Poderia ter feito isso com qualquer um, mas ele a escolheu, bateu o pé e impôs que era Dilma a candidata do PT. E mostrou que estava "certo", ela venceu. Mas mostrar que estava certo, sem as aspas, só em 2014.

Diferente de alguns eleitores do Serra, não quero que o governo de Dilma seja um desastre, menos ainda torço para isso. Pelo contrário, espero que ela faça um bom governo, um excelente governo, sou brasileiro, e ela é Presidente para todos.

Mas com o resultado anunciado pelas urnas, fica a minha torcida, minha maior torcida, para que no mais importante dia para a democracia brasileira, não tenham mais de 50 milhões de brasileiros sido co-autores do assassinato da democracia brasileira.

Que Dilma não nos traga um golpe de esquerda, que Dirceu não deseje mesmo que a imprensa seja controlada pelo Estado, que o Lula esqueça o que disse sobre extirpar partidos políticos de oposição e que Dilma não dê um pé-na-bunda do Lula. Porque os mais de 50 milhões de brasileiros não votaram em Dilma ou no PT, votaram em Lula, a exceção das exceções. Lula está para o PT, como a Ferrari está para a Fórmula 1, Não existe PT sem Lula, não existe Fórmula 1 sem Ferrari.

Encerro parafraseando uma declaração de Lula nos idos da campanha presidencial de 1990, quando era, o hoje aliadíssimo, Fernando Collor o seu adversário: "É uma pena para o Brasil, é uma pena para a democracia, o povo brasileiro votar com a barriga e não com a consciência". Pois é, concordo com ele.


Abraço. Boa leitura.

27 de outubro de 2010

Sorriso Aquarela

Sorriso Aquarela

Olha ela, olha ela
Um sorriso tão incrível
Em tons de aquarela

25 de outubro de 2010

Bobagem

Bobagem

Feito bobo
Bobo feito

Um sorriso
Um abrigo no seu peito
Teu carinho
Teu afago é perfeito