Não sei porque as pessoas ainda perdem tempo discutindo esquerda e direita. Liberalismo e socialismo. Marx, Lênin, Stálin, Fidel e por aí vai, afinal todos eles são - assim como nós - grandissíssimos idiotas. Afinal dependem do fracasso dos outros para terem sucesso.
Depender do fracasso dos outros para ter sucesso, é algo que nos lembra o Dick Vigarista, personagem de desenho animado. Sejam homens, criem o próprio sucesso, cresçam e mudem, de fato, o mundo. É fácil criar o "caminho da felicidade" em um escritório rodeado do pensamento das mentes mais brilhantes da história da humanidade. Mas isso é cretino, é medíocre.
Olhemos pro Chico Buarque, inquestionavelmente um artista, um grande poeta, um músico de qualidade, mas no fundo um babaca. Nasceu no Rio e cresceu num berço de ouro enquanto o pai dirigia o Museu do Ipiranga, em São Paulo. Ele deveria parar de falar bobagens sobre caridade, ou deixar de cobrar altos cachês em suas apresentações.
Nos finais de semana, eles reúnem-se para encher a cara, um bom vinho de alguns milhares ou um scotch de primeira. Falam mal até de quem já morreu, sem pudor algum. Depois, quem sabe, uma pulada de cerca com uma prostituta de quinta, daqueles que não sabe quem são e não vai chantageá-los no futuro. Afinal, chantagem é coisa da direita. E no fim, ainda podem acabar dizendo pra ela lutar pela profissionalização das putas e o reconhecimento dos puteiros como lugar de trabalho.
É, como disse Bob Fields, na definição mais brilhante que já vi da elite intelequitual de esquerda. "É divertidíssima a esquizofrênia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitaslismo sabe dar: bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. Tratam-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola".
Abraço. Boa leitura.
31 de julho de 2010
24 de julho de 2010
"Uma Mente Brilhante"
Miguel estava cansado da rotina, estava cansado das mesmas conversas sem sal de sempre, o mundo girava e ele continuava no mesmo lugar. Até que um dia, sem esperar ele teve uma conversa que se não mudasse o rumo de suas escolhas, pelo menos deveria. Passara um ano desde que ele conhecera uma das poucas pessoas que ele poderia incluir num seleto rol de amigos, era Sofia.
E ela listou em uma conversa, quase que pública, inúmeras qualidades de Miguel, qualidades que poucos eram capazes de enxergar, e menos ainda de reconhecer. Segundo ela, ele estava muito à frente de todos ao seu redor. Era uma mente quase inigualável, capaz de fazer qualquer coisa como em um simples truque de mágica.
Sofia lhe jogou na cara que o marasmo em que estava sua vida era culpa, única e exclusiva, do próprio Miguel. Ele era senhor de suas escolhas, e elas definiam quem ele realmente se tornava. Para Sofia, Miguel tinha em si o poder de mudar o mundo, de tornar reias todas as suas vontades, só precisava desejar isso. E seguir em frente.
Dias depois ele saiu pelas ruas da cidade, como sempre procurando por respostas, como sempre pensando em Luiza. Olhava as pessoas ao seu redor, queimava o amigo de filtro vermelho. Pensava, e pensava. E subitamente lhe veio em mente o que Sofia lhe jogara na cara no outro dia. E ele viu que ela tinha razão.
Mas ele não sabia por onde começar. Voltou pra casa, encostou no travesseiro e fechou os olhos, novamente, buscando respostas.
Abraço. Boa leitura.
E ela listou em uma conversa, quase que pública, inúmeras qualidades de Miguel, qualidades que poucos eram capazes de enxergar, e menos ainda de reconhecer. Segundo ela, ele estava muito à frente de todos ao seu redor. Era uma mente quase inigualável, capaz de fazer qualquer coisa como em um simples truque de mágica.
Sofia lhe jogou na cara que o marasmo em que estava sua vida era culpa, única e exclusiva, do próprio Miguel. Ele era senhor de suas escolhas, e elas definiam quem ele realmente se tornava. Para Sofia, Miguel tinha em si o poder de mudar o mundo, de tornar reias todas as suas vontades, só precisava desejar isso. E seguir em frente.
Dias depois ele saiu pelas ruas da cidade, como sempre procurando por respostas, como sempre pensando em Luiza. Olhava as pessoas ao seu redor, queimava o amigo de filtro vermelho. Pensava, e pensava. E subitamente lhe veio em mente o que Sofia lhe jogara na cara no outro dia. E ele viu que ela tinha razão.
Mas ele não sabia por onde começar. Voltou pra casa, encostou no travesseiro e fechou os olhos, novamente, buscando respostas.
Abraço. Boa leitura.
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13 de julho de 2010
Causa Mortis: Dunga
Futebol razoável, aos trancos e barrancos, deslumbres momentâneos da verdadeira identidade do futebol brasileiro. O que para muitos foi motivo de decepção, de lágrimas, de tristeza, para mim foi apenas a confirmação de um trabalho nebuloso, vencedor da Copa América, Copa das Confederações e classificado em primeiro lugar nas Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo.
Cheio de resultados positivos em 60 jogos, mas sempre resultados provenientes não da majestade a que faz jus o futebol brasileiro, mas do destaque individual de alguns jogadores. Ora Adriano, ora Kaká, ora Robinho, ora Luiz Fabiano, mas nunca um destaque coletivo com dedo do técnico(?). Esse é o retrato da "era Dunga".
A deprimente derrota para a Holanda e o despreparo emocional apresentado pela seleção brasileira são o espelho de um pseudo-técnico que em quatro anos passou de técnico aspirante e inexperiente a oficial nazista, autoritário e arrogante. Foi orgulhoso e barrou Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso. Levou Kléberson e Júlio Baptista para que eles assistissem os jogos da beira do gramado ao invés de ver pela televisão.
Dunga não foi linha dura, como se diz no futebol, ele foi além disso. Agrediu a imprensa, inclusive a toda-poderosa Globo. E nem a Globo, enquanto maior órgão de comunicação do país e carregada de mazelas merece ser agredida. O Brasil foi à Copa com formulário de óbito em mãos apenas com a data a preencher, lá estava escrito: "Causa Mortis: Dunga".
Abraço. Boa leitura.
Cheio de resultados positivos em 60 jogos, mas sempre resultados provenientes não da majestade a que faz jus o futebol brasileiro, mas do destaque individual de alguns jogadores. Ora Adriano, ora Kaká, ora Robinho, ora Luiz Fabiano, mas nunca um destaque coletivo com dedo do técnico(?). Esse é o retrato da "era Dunga".
A deprimente derrota para a Holanda e o despreparo emocional apresentado pela seleção brasileira são o espelho de um pseudo-técnico que em quatro anos passou de técnico aspirante e inexperiente a oficial nazista, autoritário e arrogante. Foi orgulhoso e barrou Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso. Levou Kléberson e Júlio Baptista para que eles assistissem os jogos da beira do gramado ao invés de ver pela televisão.
Dunga não foi linha dura, como se diz no futebol, ele foi além disso. Agrediu a imprensa, inclusive a toda-poderosa Globo. E nem a Globo, enquanto maior órgão de comunicação do país e carregada de mazelas merece ser agredida. O Brasil foi à Copa com formulário de óbito em mãos apenas com a data a preencher, lá estava escrito: "Causa Mortis: Dunga".
Abraço. Boa leitura.
30 de junho de 2010
Às Cinzas de São João
Eis que ele sentou à luz da lua e ao calor das cinzas de uma ex-fogueira de São João e começou a pensar nela. Pela primeira vez teve medo, temia nunca vê-la. Mais que isso, temia que tudo não passasse de sonhos, e sonhos.
Encostou um cigarro numa das cinzas aquecendo-o até que ele começasse a queimar, e fumou para espantar o frio que o abatia mesmo bem próximo do calor das cinzas. O seu pensamento era um só.
Olhou para o céu cheio de estrelas e tentou juntá-las de forma que escrevessem o nome dela, conseguiu. O que lhe arrancou um sorriso tímido, levantou-se e saiu caminhando pela fazenda se distanciando das pessoas que estavam em povorosa por ali comemorando a noite de São João.
Ficou se perguntando onde ela poderia estar, ou o que poderia estar fazendo. Queria que ela também estivesse pensando nele, mas sabia que era uma coincidência que já acontecera antes, teimou consigo e mesmo assim acreditou.
Abraço. Boa leitura.
Encostou um cigarro numa das cinzas aquecendo-o até que ele começasse a queimar, e fumou para espantar o frio que o abatia mesmo bem próximo do calor das cinzas. O seu pensamento era um só.
Olhou para o céu cheio de estrelas e tentou juntá-las de forma que escrevessem o nome dela, conseguiu. O que lhe arrancou um sorriso tímido, levantou-se e saiu caminhando pela fazenda se distanciando das pessoas que estavam em povorosa por ali comemorando a noite de São João.
Ficou se perguntando onde ela poderia estar, ou o que poderia estar fazendo. Queria que ela também estivesse pensando nele, mas sabia que era uma coincidência que já acontecera antes, teimou consigo e mesmo assim acreditou.
Abraço. Boa leitura.
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4 de junho de 2010
Relacionamentos Impossíveis
Renato estava sentado na beira da praia, tentava arrancar alguns acordes na viola enquanto ficava olhando belas moças passarem indo e vindo. Uma, até que lhe soltou um sorriso seguido de uma piscadela, mas ele fez vista grossa, deu um gole na cerveja, pôs a viola de lado e pegou o maço de cigarros.
Ficou encarando um dos mais confiáveis amigos com quem ele já convivera. E resolveu encerrar a amizade. Seu telefone tocou, estava na hora, levantou-se apanhou seus pertences, deixando na areia apenas o velho maço de cigarros com filtro vermelho.
Deu alguns passos pensando na vida, nas escolhas que fazia diariamente, fossem simples ou não. Pensou naquela mulher, ousada, definitivamente apaixonada pela liberdade. Pensou no quanto a queria ao seu lado, e no que vinha fazendo para conseguir. E ele pensou, e pensou, e pensou, e pensou.
Encarou o deslumbrante sol que ia caindo e dando lugar à noite. E pensou em todas as mulheres que poderia ter, nas que já tivera, na ligação que recebera na madrugada passada. E pensou, e pensou, e pensou, e continuou pensando.
Mas esse era o seu talento especial - como o Richard Gere, em "Uma Linda Mulher" -, relacionamentos impossíveis. E se perguntou porque só no cinema é que as coisas terminam bem. Simplesmente não era justo.
Abraço. Boa leitura.
Ficou encarando um dos mais confiáveis amigos com quem ele já convivera. E resolveu encerrar a amizade. Seu telefone tocou, estava na hora, levantou-se apanhou seus pertences, deixando na areia apenas o velho maço de cigarros com filtro vermelho.
Deu alguns passos pensando na vida, nas escolhas que fazia diariamente, fossem simples ou não. Pensou naquela mulher, ousada, definitivamente apaixonada pela liberdade. Pensou no quanto a queria ao seu lado, e no que vinha fazendo para conseguir. E ele pensou, e pensou, e pensou, e pensou.
Encarou o deslumbrante sol que ia caindo e dando lugar à noite. E pensou em todas as mulheres que poderia ter, nas que já tivera, na ligação que recebera na madrugada passada. E pensou, e pensou, e pensou, e continuou pensando.
Mas esse era o seu talento especial - como o Richard Gere, em "Uma Linda Mulher" -, relacionamentos impossíveis. E se perguntou porque só no cinema é que as coisas terminam bem. Simplesmente não era justo.
Abraço. Boa leitura.
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1 de junho de 2010
De Vez em Sempre
E de vez em quando
No circo
Na multidão
Sem rumo
Sem direção
Me sobram partidos
Altos e baixos
E bate um vento
No relento
Na solidão
E nela me lembro
Do sorriso
Do riso
Incrivelmente
Incrível
Seu
Para mim
Espero
Desejo
Um beijo
Abraço. Boa leitura.
P.S.: Há quanto tempo eu não escrevia uma poesia aqui? Acho que foi dia 21 de Dezembro. E foi pra ela também.
No circo
Na multidão
Sem rumo
Sem direção
Me sobram partidos
Altos e baixos
E bate um vento
No relento
Na solidão
E nela me lembro
Do sorriso
Do riso
Incrivelmente
Incrível
Seu
Para mim
Espero
Desejo
Um beijo
Abraço. Boa leitura.
P.S.: Há quanto tempo eu não escrevia uma poesia aqui? Acho que foi dia 21 de Dezembro. E foi pra ela também.
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24 de maio de 2010
Genialidade Degenerada
Os homens são realmente seres muito estúpidos. Acham de inventar cada coisa inútil, que criações geniais parecem aos olhos um pouco mais atentos ainda mais geniais. Mas dentre todas as genialidades dos homens ao longo dos tempos tem uma que merece um putaquepariu, e é tão genial que diversos gênios quiseram ter a sua própria - Maradona que o diga.
O cara que inventou a primeira religião do mundo era um gênio, sem dúvida. Mas como segundo as leis universais: nada se cria, nada se perde, tudo se copia. Outras surgiram, e com o tempo, uma invenção genial virou uma das piores degenerações da raça humana.
É fanático vestindo um colete de C4 e matando centenas. É líder maior dando curso de como extorquir os fiéis. É padre comendo criancinha. E por aí vai. Seria tão mais humano se a religião fosse usada para o fim que foi criada, uma válvula de escape para os problemas e dúvidas do homem, ao invés de ser usada para manipular massas e obter vantagens.
Eu sinceramente nunca me importei, nem gosto de discutir. Mas se tem uma coisa que me irrita é quando interfere na minha vida, obviamente se for de forma desagradável. Lennon morava em uma imensa propriedade no Dakota, e falou num mundo sem posses, um tanto cretino. Será que seria cretinice de minha parte imaginar um mundo sem religião morando numa paróquia submersa em forte fervor religioso?
Abraço. Boa leitura.
O cara que inventou a primeira religião do mundo era um gênio, sem dúvida. Mas como segundo as leis universais: nada se cria, nada se perde, tudo se copia. Outras surgiram, e com o tempo, uma invenção genial virou uma das piores degenerações da raça humana.
É fanático vestindo um colete de C4 e matando centenas. É líder maior dando curso de como extorquir os fiéis. É padre comendo criancinha. E por aí vai. Seria tão mais humano se a religião fosse usada para o fim que foi criada, uma válvula de escape para os problemas e dúvidas do homem, ao invés de ser usada para manipular massas e obter vantagens.
Eu sinceramente nunca me importei, nem gosto de discutir. Mas se tem uma coisa que me irrita é quando interfere na minha vida, obviamente se for de forma desagradável. Lennon morava em uma imensa propriedade no Dakota, e falou num mundo sem posses, um tanto cretino. Será que seria cretinice de minha parte imaginar um mundo sem religião morando numa paróquia submersa em forte fervor religioso?
Abraço. Boa leitura.
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18 de maio de 2010
À Procura da Felicidade
Nos dias atuais boa parte das pessoas, usualmente, adotam a riqueza como um fator essencial para sermos felizes, e mal sabem essas pessoas que séculos antes de Cristo, na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles defendia que a felicidade - que ele chamou de "sumo bem" - dependia, e se assemelhava, muito mais da virtude - da ética - que da própria riqueza.
Não é possível negar que nos dias atuais, a riqueza seja, sim, um instrumento capaz de nos trazer os mais variados prazeres - e a falta dela os mais diversos sofrimentos. Todavia, tratar a riqueza como fonte única e inesgotável de prazer e felicidade, pensando como Aristóteles, seria no mínimo irresponsável. Tomando como exemplo a recente tragédia carioca, onde a chuva destruiu casas e muitas pessoas seguem desaparecidas, o sofrimento dos que perderam nada tem haver com a falta de riqueza, e asseguro que para quem tem um ente querido desaparecido, encontrá-lo seria muito mais prazeroso que ganhar na loteria.
Dona Olinda, possivelmente pobre, procura o marido Tião, mulato, pobre e feio, que com muito suor de pedreiro conseguiu erguer uma casinha no Morro do Bumba, a chuva levou a casa. Agora será possível imaginar a alegria do casal se ele estiver vivo e eles se reencontrarem? Pois é, a felicidade, aquela de Aristóteles, que talvez nem exista de fato, pode estar muito distante dos carros importados, das belas modelos em roupas de grife e de vultuosas quantias em dinheiro.
Abraço. Boa leitura.
Não é possível negar que nos dias atuais, a riqueza seja, sim, um instrumento capaz de nos trazer os mais variados prazeres - e a falta dela os mais diversos sofrimentos. Todavia, tratar a riqueza como fonte única e inesgotável de prazer e felicidade, pensando como Aristóteles, seria no mínimo irresponsável. Tomando como exemplo a recente tragédia carioca, onde a chuva destruiu casas e muitas pessoas seguem desaparecidas, o sofrimento dos que perderam nada tem haver com a falta de riqueza, e asseguro que para quem tem um ente querido desaparecido, encontrá-lo seria muito mais prazeroso que ganhar na loteria.
Dona Olinda, possivelmente pobre, procura o marido Tião, mulato, pobre e feio, que com muito suor de pedreiro conseguiu erguer uma casinha no Morro do Bumba, a chuva levou a casa. Agora será possível imaginar a alegria do casal se ele estiver vivo e eles se reencontrarem? Pois é, a felicidade, aquela de Aristóteles, que talvez nem exista de fato, pode estar muito distante dos carros importados, das belas modelos em roupas de grife e de vultuosas quantias em dinheiro.
Abraço. Boa leitura.
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